sexta-feira, 12 de agosto de 2016

O bêbado e o Hipócrita - Jon Foreman: sobre o que as igrejas podem aprender com os bares

Jon Foreman do Switchfoot sobre o que as igrejas podem aprender com os bares


Eu tenho tocado música nas igrejas e bares em toda a minha vida. Em muitos aspectos, estes dois locais de encontros são muito semelhantes. Em ambos as pessoas estão à procura de sentido, realizando uma espécie de ritual, na esperança de encontrar um propósito, algo que faça sentido da dor. 

À primeira vista, pode parecer que a Igreja é um lugar melhor do que olhar para a esperança do fundo de uma garrafa. Todos os dias, alcoolismo e drogas destroem famílias. Por outro lado, as crenças teológicas e mal-entendidos tem sido responsabilizados por divisões, divórcios e guerras ao redor do mundo. O problema com cada instituição está dentro de nós. Verdade, o álcool alimenta um fogo diferente do sentimento de piedade, mas nem bêbado, nem hipócrita parecem muito bons durante o dia.

Levamos nossos problemas para a Igreja da mesma maneira que os levamos para um bar - eles apenas reagem de forma diferente em cada local. Infelizmente, os pecados dentro das paredes da igreja são mais difíceis de detectar. Orgulho, por exemplo, pode se esconder incrivelmente bem na comunidade religiosa. Eu raramente ouço as palavras “Eu não sei”, proferida na igreja. E ainda o trino Criador de tempo e espaço será sempre envolto em mistério e santidade. Por que não começar no banco de humildade? Certamente todos nós temos errado em algumas coisas em nossas tentativas de Cristianismo.

Não é o orgulho que causa divisões entre nós? Quando começarmos a difamar os outros crentes em nome de Deus, sabemos que estamos fora do curso. Será que as palavras do nosso Mestre estão caindo em ouvidos surdos? “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” “Que eles sejam um, assim como nós somos um”. Estes não são os pensamentos opcionais como as coisas poderiam ser feitas, mas sim pré-requisitos para a entrada no Reino dos Céus. Unidade é um negócio sério. A igreja é chamada a ser uma, como o Deus trino é um só. A salvação completa do nosso planeta é construída sobre a unidade final da igreja e seu Deus: a noiva e seu Salvador.

Infelizmente, a unidade no seio da comunidade eclesial é a exceção, não a regra. É a nossa vergonha ver muitas pessoas procurarem esperança para encontrar mais graça no bar local do que na igreja local. Quando falamos com um fogo que queima e a raiva de forma diferente do que o ar fresco da cruz, nós fazemos o mau serviço do Evangelho. Nós sabemos que no fundo algo está errado. Por isso a revolta contra os discursos inflamados. Dizemos que o antigo método precisa mudar. Chamamos o modelo antigo de irrelevante. E sim! Os ventos frescos do Espírito estão prontos para explodir em cima de nós, vamos orar por novas línguas da mesma chama eterna.

E mesmo se eu falasse a língua dos anjos e a dos homens, mas não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. Se levantar-me contra a brega camisa cristã e não tiver amor, isso não ajuda ninguém. Se eu odiar o legalista, mas não tiver amor, nada
se constrói. O inimigo tem nos enganado em uma nova forma de legalismo? Não é o nosso culpa cometer o mesmo crime? Ah, nós podemos ter encontrado um caminho, mas isso não é amor.

Andando na linha entre os clubes e a igreja, tenho sido mal interpretado pelos dois lados. Tenho certeza que você sentiu a mesma coisa: as pessoas jogam pedra em coisas que não entendem. Mas dói mais ainda quando se trata de bem-intencionados irmãos e irmãs, as pessoas que supostamente estão cheios do amor de Cristo. Nossa resposta instintiva é retaliar, lutar. E o ciclo começa novamente. E olho por olho, dente por dente. Deus vai cuidar do cisco no olho do meu vizinho. Quanto mais eu tenho fé em Deus e em Sua voz forte, menos eu tenho que gritar. Quanto mais fé eu tenho nEle, mais livre minhas mãos tornam-se para servir os que me rodeiam.

Lavar pés não é o crédito extra. Somos chamados a suportar cargas uns dos outros. Unidade é uma conquista milagrosa, mas é aproveitada deste lado da sepultura. Unidade é o trabalho de transformação do poder da cruz em nossas vidas. Na sombra escura, com manchas de sangue da cruz, nossa glória é risível. Nossas diferenças são mínimas. Dê uma outra olhada para a cruz. Olhe para o quanto Ele o ama. Olhe para Sua entrega, o Seu sacrifício. A unidade entra em foco somente quando percebemos a magnífica graça do Salvador.

Deixe-nos reconhecer nossa necessidade, nosso belo desespero. Sim, a nossa irrespondível, dolorosa, pobre saudade é um pré-requisito para o bálsamo da salvação. Nós, o povo - os fracassados, os perdedores, os forasteiros - nós encontramos o nosso Rei. Cristo, o Rei dos tolos, o Senhor dos doentes, almas quebradas como as nossas. Vamos permanecer em contínuo temor do amor que nos foi demonstrado. E deixe-nos amar! Vamos celebrar o amor de quem arriscou tudo para que pudessemos ser amados. E deixe-nos seguir o caminho de Deus, que nos ama. Os cobradores de impostos e os rabinos. As prostitutas e os Saduceus. Nos bares e nas igrejas. Sim, Deus ama até mesmo os cristãos. 

Fontes: http://www.relevantmagazine.com/god/church/features/23449-the-drunk-and-the-hypocrite

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https://www.facebook.com/Cristianismounderground/

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O bêbado e o Hipócrita - Jon Foreman: sobre o que as igrejas podem aprender com os bares

Jon Foreman do Switchfoot sobre o que as igrejas podem aprender com os bares


Eu tenho tocado música nas igrejas e bares em toda a minha vida. Em muitos aspectos, estes dois locais de encontros são muito semelhantes. Em ambos as pessoas estão à procura de sentido, realizando uma espécie de ritual, na esperança de encontrar um propósito, algo que faça sentido da dor. 

À primeira vista, pode parecer que a Igreja é um lugar melhor do que olhar para a esperança do fundo de uma garrafa. Todos os dias, alcoolismo e drogas destroem famílias. Por outro lado, as crenças teológicas e mal-entendidos tem sido responsabilizados por divisões, divórcios e guerras ao redor do mundo. O problema com cada instituição está dentro de nós. Verdade, o álcool alimenta um fogo diferente do sentimento de piedade, mas nem bêbado, nem hipócrita parecem muito bons durante o dia.

Levamos nossos problemas para a Igreja da mesma maneira que os levamos para um bar - eles apenas reagem de forma diferente em cada local. Infelizmente, os pecados dentro das paredes da igreja são mais difíceis de detectar. Orgulho, por exemplo, pode se esconder incrivelmente bem na comunidade religiosa. Eu raramente ouço as palavras “Eu não sei”, proferida na igreja. E ainda o trino Criador de tempo e espaço será sempre envolto em mistério e santidade. Por que não começar no banco de humildade? Certamente todos nós temos errado em algumas coisas em nossas tentativas de Cristianismo.

Não é o orgulho que causa divisões entre nós? Quando começarmos a difamar os outros crentes em nome de Deus, sabemos que estamos fora do curso. Será que as palavras do nosso Mestre estão caindo em ouvidos surdos? “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” “Que eles sejam um, assim como nós somos um”. Estes não são os pensamentos opcionais como as coisas poderiam ser feitas, mas sim pré-requisitos para a entrada no Reino dos Céus. Unidade é um negócio sério. A igreja é chamada a ser uma, como o Deus trino é um só. A salvação completa do nosso planeta é construída sobre a unidade final da igreja e seu Deus: a noiva e seu Salvador.

Infelizmente, a unidade no seio da comunidade eclesial é a exceção, não a regra. É a nossa vergonha ver muitas pessoas procurarem esperança para encontrar mais graça no bar local do que na igreja local. Quando falamos com um fogo que queima e a raiva de forma diferente do que o ar fresco da cruz, nós fazemos o mau serviço do Evangelho. Nós sabemos que no fundo algo está errado. Por isso a revolta contra os discursos inflamados. Dizemos que o antigo método precisa mudar. Chamamos o modelo antigo de irrelevante. E sim! Os ventos frescos do Espírito estão prontos para explodir em cima de nós, vamos orar por novas línguas da mesma chama eterna.

E mesmo se eu falasse a língua dos anjos e a dos homens, mas não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. Se levantar-me contra a brega camisa cristã e não tiver amor, isso não ajuda ninguém. Se eu odiar o legalista, mas não tiver amor, nada
se constrói. O inimigo tem nos enganado em uma nova forma de legalismo? Não é o nosso culpa cometer o mesmo crime? Ah, nós podemos ter encontrado um caminho, mas isso não é amor.

Andando na linha entre os clubes e a igreja, tenho sido mal interpretado pelos dois lados. Tenho certeza que você sentiu a mesma coisa: as pessoas jogam pedra em coisas que não entendem. Mas dói mais ainda quando se trata de bem-intencionados irmãos e irmãs, as pessoas que supostamente estão cheios do amor de Cristo. Nossa resposta instintiva é retaliar, lutar. E o ciclo começa novamente. E olho por olho, dente por dente. Deus vai cuidar do cisco no olho do meu vizinho. Quanto mais eu tenho fé em Deus e em Sua voz forte, menos eu tenho que gritar. Quanto mais fé eu tenho nEle, mais livre minhas mãos tornam-se para servir os que me rodeiam.

Lavar pés não é o crédito extra. Somos chamados a suportar cargas uns dos outros. Unidade é uma conquista milagrosa, mas é aproveitada deste lado da sepultura. Unidade é o trabalho de transformação do poder da cruz em nossas vidas. Na sombra escura, com manchas de sangue da cruz, nossa glória é risível. Nossas diferenças são mínimas. Dê uma outra olhada para a cruz. Olhe para o quanto Ele o ama. Olhe para Sua entrega, o Seu sacrifício. A unidade entra em foco somente quando percebemos a magnífica graça do Salvador.

Deixe-nos reconhecer nossa necessidade, nosso belo desespero. Sim, a nossa irrespondível, dolorosa, pobre saudade é um pré-requisito para o bálsamo da salvação. Nós, o povo - os fracassados, os perdedores, os forasteiros - nós encontramos o nosso Rei. Cristo, o Rei dos tolos, o Senhor dos doentes, almas quebradas como as nossas. Vamos permanecer em contínuo temor do amor que nos foi demonstrado. E deixe-nos amar! Vamos celebrar o amor de quem arriscou tudo para que pudessemos ser amados. E deixe-nos seguir o caminho de Deus, que nos ama. Os cobradores de impostos e os rabinos. As prostitutas e os Saduceus. Nos bares e nas igrejas. Sim, Deus ama até mesmo os cristãos. 

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