terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Porque Deus não pode ser o autor do pecado?



O que é o pecado?
O pecado é descrito na Bíblia como transgressão à lei de Deus (I João 3:4) e rebelião contra Deus (Deuteronômio 9:7; Josué 1:18).

Deus é o autor do pecado?

Para Calvino:
“Certamente que isso ele o faz de maneira e com propósito diferentes, todavia de modo que não possa encetar algo, a não ser que Deus o queira. E visto que, entretanto, em seguida parece explicitar-se permissão absoluta para que aflija ao santo varão, daí ser verdadeira esta afirmação: “O Senhor o deu, o Senhor o tirou; como aprouve a Deus, assim se fez” [Jó 1.21], desta provação concluímos que Satanás e os salteadores perversos foram os ministros; Deus foi o autor. Satanás se esforça por incitar o santo a voltar-se contra Deus movido pelo desespero; os sabeus ímpia e cruelmente lançam mão dos bens alheios, roubando-os” - João Calvino - Instituas, Vol 1, XVIII,1.
Outras citações de Calvino:
“(...)o endurecimento dos incrédulos é obra de Deus, embora antes fosse dito ser ele operação de Satanás. Portanto, é evidente que Satanás está debaixo do poder de Deus e é de tal modo regido por seu arbítrio que se vê compelido a render-lhe obediência.”
Fontes: INSTITUTAS, Vol 1, Cap XIV, 17:
“Daqui se engendrou a distinção entre fazer e permitir, visto que esta dificuldade a muitos pareceu inextricável, ou, seja, que Satanás e todos os ímpios estão de tal modo sob a mão e a autoridade de Deus, que este lhes dirige a malignidade a qualquer fim que lhe apraz e faz uso de seus atos abomináveis para executar seus juízos.”
Fontes: INSTITUTAS, Vol 1, Cap XVIII, 1

Para os teólogos calvinistas:

“Deus move as línguas dos homens para blasfemar.” Franciscus Gomarus
Fontes: Franciscus Gomarus, conforme citado por Laurence Vance em O Outro Lado do Calvinismo.
“Nem mesmo a obra do pecado parte de qualquer outra pessoa a não ser Deus. “Zwinglio

Fontes:  Ulrich Zwinglio, “On the Providence of God – Sobre a Providência de Deus”, The Latin Works of Huldreich Zwingli – As Obras Latinas de Ulrich Zwinglio (Philadelphia: Heidelberg Press, 1922), II:203-204.

“O pecado é um dos eventos “quaisquer” que “acontecem”, os quais são todos “decretados”. W.G.T. Shedd

Fontes: W.G.T. Shedd, Calvinism: Pure and Mixed, p. 32

‘É até bíblico dizer que Deus preordenou o pecado. Se o pecado estivesse fora do plano de Deus, então nem uma única questão importante da vida seria governada por Deus.”

Fontes: Edwin H. Palmer Fontes: Edwin H. Palmer, The Five Points of Calvinism, p. 82

Sabemos que existem teólogos que não defendem essa posição determinista, entre eles estão incluso alguns teólogos Arminianos, vejam algumas citações:

"Deus não quer o pecado, mas ele permite o pecado visando à preservação de pessoas livres, compassivas e autodeterminadas com as quais quer transmitir amor e santidade divinos incomparáveis". - Thomas Oden

"O que pode ser mais desonroso, o que pode ser mais indigno de Deus do que torná-lo o autor do pecado, que é tão extremamente inconsistente com sua santidade, algo que ele severamente proíbe e ameaça punir com nada menos do que tormentos eternos? Certamente isto é tão monstruoso que a simples consideração deveria ser o suficiente para dissuadir todos os que se preocupam com a glória de Deus de adotar tal doutrina grosseira e indecorosa" - 
Philip Limborch.

Citações retiradas do livro: Olson, Roger E. Teologia Arminiana: Mitos e Realidades

Agora iremos destacar alguns pontos baseados nas sagradas escrituras, que nos levam a crer que Deus não pode ser o autor do pecado, como ensinam alguns teólogos calvinistas/deterministas.  

Por que Deus não pode ser o autor do pecado?

  • .   Deus não Pode Produzir o Pecado


A bíblia nos relata que Deus é absolutamente perfeito, no livro de Deuteronômio:

Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos justos são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é.”   Deuteronômio 32.4

No livro de Samuel, no diz que:

“O caminho de Deus é perfeito, e a palavra do Senhor refinada; e é o escudo de todos os que nele confiam.” 2 Samuel 22:31

E no livro de Salmos nos diz:

“O caminho de Deus é perfeito; a palavra do Senhor é provada; é um escudo para todos os que nele confiam.” - Salmos 18:30

Portanto, concluímos que Deus não pode nem realizar, nem produzir o pecado.

Uma declaração interessante do nosso Senhor Jesus, é a seguinte: “Sede vós, pois, perfeitos, com o é perfeito o vosso Pai, que está nos céus” Mateus 5.48.

Entendemos com esses versículos que  ser perfeito (DEUS), não pode agir de forma imperfeita. Além disso, notamos no livro de gênesis que o mundo que Deus criou, e tudo o que ele continha, era “muito bom” (Gn 1.31)

  • 2     Deus não Pode Promover o Pecado


Além disso, Deus não pode estimular o pecado; Pois Ele é completamente SANTO e não pode endossar o pecado de forma alguma. O profeta Habacuque nos diz: “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a vexação não podes contemplar” (Hc 1.13)

  • 2.1  Deus não pode nos tentar a pecar:


 “Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta”. (Tg  1.13).

  • 3.      Deus Pode Permitir o Pecado


Nos pontos anteriores percebemos que Deus não produz, nem promove o pecado. Mas nesse ponto destacamos que Deus permite o pecado. Em sua vontade permissiva, e isso ele o faz pois respeita o livre-arbítrio dos seres humanos, e a lei da colheita. Além disso, ao permitir a ocorrência do pecado, Deus cumpre os seus propósitos.

Um exemplo clássico, é sobre José e seus irmãos, relatado no livro de Gênesis, onde Deus permitiu que os irmãos de José, ao lhe vender com o escravo, pecassem a fim de que todo o Israel fosse salvo, além de cumprir a sua promessa de trazer o Messias por intermédio do seu povo escolhido para proporcionar a salvação para a humanidade (Gn 12.3). A bíblia relata que José reconheceu o propósito da vontade permitiva de Deus, quando disse aos seus irmãos: “Vós bem intentastes mal contra mim, porém Deus o tornou em bem, para fazer com o se vê neste dia, para conservar em vida a um povo grande” (G n 50.20).

Um exemplo interessante, citado por Norman Geisler em o seu segundo volume de Teologia Sistemática, é que: “Quando, nos Estados Unidos, os pais permitem que um filho adolescente use o carro da família, eles estão dando vazão a um mau potencial (o da desgraça), mas é necessário fazer concessões à possibilidade da transgressão para o bem maior do adolescente, a fim de que aprenda a ser responsável e adquira habilidades ao volante.”[1]


Aqui percebemos que Deus nos dá a liberdade, e assim também nos permite que a nossa atitude seja um ato em potencial não só para o bem, mas também para o mal, para que assim nós possamos ser responsáveis por nossas atitudes e aprendermos a ter responsabilidade. Acreditamos que os que nos permite a possibilidade do mal, seja o livre-arbítrio nos concedido pelo o ETERNO. Lembrando a lei da colheita, todo ação tem uma reação, toda nossa atitude, tem uma consequência e isso depende de nós, pois quando praticamos as escolhas erradas e falhamos, enfrentamos as consequências dos nossos erros; E sabemos que nosso Deus utiliza as nossas falhas e erros para nos fortalecer. 
Notamos isso, no livro de Hebreus, onde o autor nos relata:

“E, na verdade, toda correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela” (HB 12.11).

O apóstolo Paulo e Tiago consideravam que Deus permite o mal a fim de produzir resultados. Vejamos o que Paulo diz em sua carta ao Romanos: E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência; e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança.  E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado. (Rm 5.3-5)

Tiago teve a mesma perspectiva:

Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações, sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência. Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma. (Tg 1.2-4).

Portanto, percebemos diante dessas exposições, que não temos motivos coerentes com os atributos divinos revelados nas escrituras que Deus é o autor do pecado, seja como criador ou executor, como afirmam alguns teólogos calvinistas/deterministas.  E que essas declarações são heréticas.


Referências Bibliográficas: 
Geisler. Norman. Teologia Sistemática. Volume II, p.66 
Olson, Roger E. Teologia Arminiana: Mitos e Realidades 




[1] Geisler. Norman. Teologia Sistemática. Volume II, p.66

6 comentários:

André Tomé disse...

MUITO BOM!

Edy Marques disse...

Obrigado mano o/

Vinicius Lima disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vinicius Lima disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vinicius Lima disse...

Muito bom... Mas como eu posso refutar esse versículo aqui??, que contradiz o Livre-arbítrio. Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.
Fp 2 13

Edy Marques disse...

Vinicius Filipenses 2:13 Não refuta livre-arbítrio. Basta vc ler o versículo 12, e os posteriores que Paulo pede pra agirmos (escolha moral), qual sentindo teria em ter exortações, tais como: De sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, assim também operai a vossa salvação com temor e tremor;Retendo a palavra da vida,
Filipenses 2:16

E outra o assunto do texto não é esse. Mas lembre-se não se pode isolar um versículo e tentar forma uma doutrina, a bíblia interpreta a bíblia. Graça e Paz

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Porque Deus não pode ser o autor do pecado?



O que é o pecado?
O pecado é descrito na Bíblia como transgressão à lei de Deus (I João 3:4) e rebelião contra Deus (Deuteronômio 9:7; Josué 1:18).

Deus é o autor do pecado?

Para Calvino:
“Certamente que isso ele o faz de maneira e com propósito diferentes, todavia de modo que não possa encetar algo, a não ser que Deus o queira. E visto que, entretanto, em seguida parece explicitar-se permissão absoluta para que aflija ao santo varão, daí ser verdadeira esta afirmação: “O Senhor o deu, o Senhor o tirou; como aprouve a Deus, assim se fez” [Jó 1.21], desta provação concluímos que Satanás e os salteadores perversos foram os ministros; Deus foi o autor. Satanás se esforça por incitar o santo a voltar-se contra Deus movido pelo desespero; os sabeus ímpia e cruelmente lançam mão dos bens alheios, roubando-os” - João Calvino - Instituas, Vol 1, XVIII,1.
Outras citações de Calvino:
“(...)o endurecimento dos incrédulos é obra de Deus, embora antes fosse dito ser ele operação de Satanás. Portanto, é evidente que Satanás está debaixo do poder de Deus e é de tal modo regido por seu arbítrio que se vê compelido a render-lhe obediência.”
Fontes: INSTITUTAS, Vol 1, Cap XIV, 17:
“Daqui se engendrou a distinção entre fazer e permitir, visto que esta dificuldade a muitos pareceu inextricável, ou, seja, que Satanás e todos os ímpios estão de tal modo sob a mão e a autoridade de Deus, que este lhes dirige a malignidade a qualquer fim que lhe apraz e faz uso de seus atos abomináveis para executar seus juízos.”
Fontes: INSTITUTAS, Vol 1, Cap XVIII, 1

Para os teólogos calvinistas:

“Deus move as línguas dos homens para blasfemar.” Franciscus Gomarus
Fontes: Franciscus Gomarus, conforme citado por Laurence Vance em O Outro Lado do Calvinismo.
“Nem mesmo a obra do pecado parte de qualquer outra pessoa a não ser Deus. “Zwinglio

Fontes:  Ulrich Zwinglio, “On the Providence of God – Sobre a Providência de Deus”, The Latin Works of Huldreich Zwingli – As Obras Latinas de Ulrich Zwinglio (Philadelphia: Heidelberg Press, 1922), II:203-204.

“O pecado é um dos eventos “quaisquer” que “acontecem”, os quais são todos “decretados”. W.G.T. Shedd

Fontes: W.G.T. Shedd, Calvinism: Pure and Mixed, p. 32

‘É até bíblico dizer que Deus preordenou o pecado. Se o pecado estivesse fora do plano de Deus, então nem uma única questão importante da vida seria governada por Deus.”

Fontes: Edwin H. Palmer Fontes: Edwin H. Palmer, The Five Points of Calvinism, p. 82

Sabemos que existem teólogos que não defendem essa posição determinista, entre eles estão incluso alguns teólogos Arminianos, vejam algumas citações:

"Deus não quer o pecado, mas ele permite o pecado visando à preservação de pessoas livres, compassivas e autodeterminadas com as quais quer transmitir amor e santidade divinos incomparáveis". - Thomas Oden

"O que pode ser mais desonroso, o que pode ser mais indigno de Deus do que torná-lo o autor do pecado, que é tão extremamente inconsistente com sua santidade, algo que ele severamente proíbe e ameaça punir com nada menos do que tormentos eternos? Certamente isto é tão monstruoso que a simples consideração deveria ser o suficiente para dissuadir todos os que se preocupam com a glória de Deus de adotar tal doutrina grosseira e indecorosa" - 
Philip Limborch.

Citações retiradas do livro: Olson, Roger E. Teologia Arminiana: Mitos e Realidades

Agora iremos destacar alguns pontos baseados nas sagradas escrituras, que nos levam a crer que Deus não pode ser o autor do pecado, como ensinam alguns teólogos calvinistas/deterministas.  

Por que Deus não pode ser o autor do pecado?

  • .   Deus não Pode Produzir o Pecado


A bíblia nos relata que Deus é absolutamente perfeito, no livro de Deuteronômio:

Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos justos são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é.”   Deuteronômio 32.4

No livro de Samuel, no diz que:

“O caminho de Deus é perfeito, e a palavra do Senhor refinada; e é o escudo de todos os que nele confiam.” 2 Samuel 22:31

E no livro de Salmos nos diz:

“O caminho de Deus é perfeito; a palavra do Senhor é provada; é um escudo para todos os que nele confiam.” - Salmos 18:30

Portanto, concluímos que Deus não pode nem realizar, nem produzir o pecado.

Uma declaração interessante do nosso Senhor Jesus, é a seguinte: “Sede vós, pois, perfeitos, com o é perfeito o vosso Pai, que está nos céus” Mateus 5.48.

Entendemos com esses versículos que  ser perfeito (DEUS), não pode agir de forma imperfeita. Além disso, notamos no livro de gênesis que o mundo que Deus criou, e tudo o que ele continha, era “muito bom” (Gn 1.31)

  • 2     Deus não Pode Promover o Pecado


Além disso, Deus não pode estimular o pecado; Pois Ele é completamente SANTO e não pode endossar o pecado de forma alguma. O profeta Habacuque nos diz: “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a vexação não podes contemplar” (Hc 1.13)

  • 2.1  Deus não pode nos tentar a pecar:


 “Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta”. (Tg  1.13).

  • 3.      Deus Pode Permitir o Pecado


Nos pontos anteriores percebemos que Deus não produz, nem promove o pecado. Mas nesse ponto destacamos que Deus permite o pecado. Em sua vontade permissiva, e isso ele o faz pois respeita o livre-arbítrio dos seres humanos, e a lei da colheita. Além disso, ao permitir a ocorrência do pecado, Deus cumpre os seus propósitos.

Um exemplo clássico, é sobre José e seus irmãos, relatado no livro de Gênesis, onde Deus permitiu que os irmãos de José, ao lhe vender com o escravo, pecassem a fim de que todo o Israel fosse salvo, além de cumprir a sua promessa de trazer o Messias por intermédio do seu povo escolhido para proporcionar a salvação para a humanidade (Gn 12.3). A bíblia relata que José reconheceu o propósito da vontade permitiva de Deus, quando disse aos seus irmãos: “Vós bem intentastes mal contra mim, porém Deus o tornou em bem, para fazer com o se vê neste dia, para conservar em vida a um povo grande” (G n 50.20).

Um exemplo interessante, citado por Norman Geisler em o seu segundo volume de Teologia Sistemática, é que: “Quando, nos Estados Unidos, os pais permitem que um filho adolescente use o carro da família, eles estão dando vazão a um mau potencial (o da desgraça), mas é necessário fazer concessões à possibilidade da transgressão para o bem maior do adolescente, a fim de que aprenda a ser responsável e adquira habilidades ao volante.”[1]


Aqui percebemos que Deus nos dá a liberdade, e assim também nos permite que a nossa atitude seja um ato em potencial não só para o bem, mas também para o mal, para que assim nós possamos ser responsáveis por nossas atitudes e aprendermos a ter responsabilidade. Acreditamos que os que nos permite a possibilidade do mal, seja o livre-arbítrio nos concedido pelo o ETERNO. Lembrando a lei da colheita, todo ação tem uma reação, toda nossa atitude, tem uma consequência e isso depende de nós, pois quando praticamos as escolhas erradas e falhamos, enfrentamos as consequências dos nossos erros; E sabemos que nosso Deus utiliza as nossas falhas e erros para nos fortalecer. 
Notamos isso, no livro de Hebreus, onde o autor nos relata:

“E, na verdade, toda correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela” (HB 12.11).

O apóstolo Paulo e Tiago consideravam que Deus permite o mal a fim de produzir resultados. Vejamos o que Paulo diz em sua carta ao Romanos: E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência; e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança.  E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado. (Rm 5.3-5)

Tiago teve a mesma perspectiva:

Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações, sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência. Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma. (Tg 1.2-4).

Portanto, percebemos diante dessas exposições, que não temos motivos coerentes com os atributos divinos revelados nas escrituras que Deus é o autor do pecado, seja como criador ou executor, como afirmam alguns teólogos calvinistas/deterministas.  E que essas declarações são heréticas.


Referências Bibliográficas: 
Geisler. Norman. Teologia Sistemática. Volume II, p.66 
Olson, Roger E. Teologia Arminiana: Mitos e Realidades 




[1] Geisler. Norman. Teologia Sistemática. Volume II, p.66

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  3. Muito bom... Mas como eu posso refutar esse versículo aqui??, que contradiz o Livre-arbítrio. Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.
    Fp 2 13

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  4. Vinicius Filipenses 2:13 Não refuta livre-arbítrio. Basta vc ler o versículo 12, e os posteriores que Paulo pede pra agirmos (escolha moral), qual sentindo teria em ter exortações, tais como: De sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, assim também operai a vossa salvação com temor e tremor;Retendo a palavra da vida,
    Filipenses 2:16

    E outra o assunto do texto não é esse. Mas lembre-se não se pode isolar um versículo e tentar forma uma doutrina, a bíblia interpreta a bíblia. Graça e Paz

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