sábado, 28 de fevereiro de 2015 0 comentários

Como interpretar ROMANOS 9

PRINCÍPIOS ARMINIANOS PARA A INTERPRETAÇÃO DE ROMANOS 9
Kevin Jackson
Romanos 9 é geralmente o texto preferido dos calvinistas. Eles sustentam que ele trata da eleição individual para salvação – que Deus incondicionalmente escolhe salvar certas pessoas e que incondicionalmente rejeita e endurece a outras. John Piper escreve que a interpretação calvinista de Romanos 9:11-12 foi o marco divisor de águas que o fez se tornar calvinista. ¹
Arminianos chegam a uma conclusão diferente sobre Romanos 9. Afirmamos que ele trata da eleição da nação de Israel para cumprir propósitos maiores de Deus. Especificamente, ele ensina como Deus é justo na maneira que tem tratado Israel e ensina como. Ele tem cumprido sua palavra da forma que os tem tratado. O texto não é sobre a eleição individual calvinista. Paulo está perguntando se a nação de Israel pode ser salva, e se Deus é justo na maneira que os trata como um povo. Os judeus são salvos pela sua genealogia? Ou eles devem crer em Jesus para serem salvos? Paulo argumenta que, embora os judeus sejam descendentes de Jacó e Abraão, eles não são privilegiados por causa de sua ancestralidade (Romanos 9:8). Israel tem sido abençoado como um povo, porque a salvação vem dos judeus. Contudo, os judeus são salvos individualmente da mesma forma que os gentios – tendo fé em Jesus (Romanos 9:31, Romanos 10: 11-13).
1 - Para entender Romanos 9, leia todo o capítulo juntamente com Romanos 10 e 11.
Melhor ainda, leia o livro inteiro. O contexto geral é a chave para compreender a passagem. Os calvinistas preferem citar apenas Romanos 9:10-24, porque essa é a parte que mais parece calvinista quando lida de modo isolado. Mas Romanos 9:10-24 não deveria ser lido sem o entendimento de todo o contexto e sem a questão que Paulo está levantando.
Este é o contexto geral: Israel confiava em sua etnia como descendente de Abraão. Eles pensavam que por serem filhos de Abraão segundo a carne, eram consequentemente salvos. Paulo usa Jacó (Israel) e Esaú (Edom) para demonstrar que a etnia não é garantia de benção. Paulo dá o exemplo de que tanto Isaque quanto Jacó foram escolhidos para serem abençoados ao invés de Ismael e Esaú, embora todos eles fossem filhos de Abraão e embora Ismael e Esaú fossem filhos primogênitos. Ainda que fossem abençoados por serem descendentes de Jacó, os judeus eram salvos do mesmo modo que os gentios – pela fé em Jesus. Apesar de os judeus serem descendentes de Abraão segundo a carne (assim como Ismael e Esaú), eles ainda devem crer em Jesus para serem salvos (Romanos 10:11-13). Este é o argumento de Paulo.
Paulo declara que ele está falando sobre a nação de Israel na introdução do capítulo 9 (negrito meu):
Romanos 9:1-5: Digo a verdade em Cristo - não minto; minha consciência o confirma no Espírito Santo - tenho grande tristeza e constante angústia em meu coração. Pois eu até desejaria ser amaldiçoado e separado de Cristo por amor de meus irmãos, os de minha raça, o povo de Israel. Deles é a adoção de filhos; deles é a glória divina, as alianças, a concessão da Lei, a adoração no templo e as promessas. Deles são os patriarcas, e a partir deles se traça a linhagem humana de Cristo, que é Deus acima de todos, bendito para sempre! Amém.
Paulo nos lembra novamente que ele está escrevendo sobre a nação de Israel no final do capítulo 9 (negrito meu):
Romanos 9:30-32 - Que diremos, então? Os gentios, que não buscavam justiça, a obtiveram, uma justiça que vem da fé; mas Israel, que buscava uma lei que trouxesse justiça, não a alcançou. Por que não? Porque não a buscava pela fé, mas como se fosse por obras.
A nação de Israel está sempre em foco em Romanos 9, 10 e 11. Nunca o texto é sobre eleição individual calvinista. Por isso é tão importante ler toda a epístola de Romanos.
2 - Quando ler a parte de Romanos 9 que parece calvinista, vá para os textos do Antigo Testamento que Paulo usa para sua argumentação.
Eles mostram que Paulo ainda está no assunto da nação de Israel, e está se referindo ao direito de Deus de usar Israel como lhe apraz. Os versículos parecem se referir a indivíduos numa leitura descuidada (Jacó, Esaú e Faraó), porém, as referências do Antigo Testamento indicam que os indivíduos são, na verdade, representações corporativas de suas nações.
Por exemplo (negrito meu):
Gêneses 25:23: Disse-lhe o Senhor: “Duas nações estão em seu ventre, já desde as suas entranhas dois povos se separarão; um deles será mais forte que o outro, mas o mais velho servirá ao mais novo.” (citado em Romanos 9:11-12)
Malaquias 1:1-5: “A palavra do Senhor a Israel, por intermédio de Malaquias. Eu vos tenho amado, diz o Senhor. Mas vós dizeis: Em que nos tens amado? Acaso não era Esaú irmão de Jacó? diz o Senhor; todavia amei a Jacó, e aborreci a Esaú; e fiz dos seus montes uma desolação, e dei a sua herança aos chacais do deserto. Ainda que Edom diga: Arruinados estamos, porém tornaremos e edificaremos as ruínas; assim diz o Senhor dos exércitos: Eles edificarão, eu, porém, demolirei; e lhes chamarão: Termo de impiedade, e povo contra quem o Senhor está irado para sempre. E os vossos olhos o verão, e direis: Engrandecido é o Senhor ainda além dos termos de Israel”. (citado em Romanos 9:13)
Jeremias 18:1-10: “Esta é a palavra que veio a Jeremias da parte do Senhor: “Vá à casa do oleiro, e ali você ouvirá a minha mensagem”. Então fui à casa do oleiro, e o vi trabalhando com a roda. Mas o vaso de barro que ele estava formando estragou-se em suas mãos; e ele o refez, moldan­do outro vaso de acordo com a sua vontade. Então o Senhor dirigiu-me a palavra: “Ó comunidade de Israel, será que eu não posso agir com vocês como fez o oleiro?”, pergunta o Senhor. “Como barro nas mãos do oleiro, assim são vocês nas minhas mãos, ó comunidade de Israel. Se em algum momento eu decretar que uma nação ou um reino seja arrancado, despeda­çado e arruinado, e se essa nação que eu adverti converter-se da sua perversidade, então eu me arrependerei e não trarei sobre ela a desgraça que eu tinha planejado. E, se noutra ocasião eu decretar que uma nação ou um reino seja edifica­do e plantado, e se ele fizer o que eu reprovo e não me obedecer, então me arrependerei do bem que eu pretendia fazer em favor dele”. (referido em Romanos 9:21)
É importante perceber que na passagem de Jeremias, Deus (o Oleiro) não decreta o que a nação fará, antes, ele primeiro observa o que a nação faz e então a molda posteriormente, em resultado do comportamento corporativo. Isso é o oposto de uma “eleição individual incondicional”. Deus muda de ideia de como lidar com uma nação levando em conta se esta o está seguindo ou não. Isto é particularmente relevante para o argumento de Paulo em Romanos 9. Israel não estava seguindo a Deus como fora revelado em Cristo, e por isso, Deus (o Oleiro) vai tratá-los como é devido.
Outra coisa que requer atenção é a expressão hebraica “aborreci” (usado em Romanos 9:13 e Malaquias 1:3 – “Amei a Jacó e aborreci a Esaú...”). Essa expressão significa amar menos uma pessoa em comparação à outra. Assim como temos expressões idiomáticas (por exemplo: “está chovendo a cântaros”), também tinham os hebreus. Essa expressão não significa que Deus incondicionalmente desprezou e condenou a Esaú e todos os seus descendentes. Significa que Ele preferiu a nação de Jacó à de Esaú, e escolheu os filhos de Jacó para a honra especial de serem da linhagem da qual viria o Messias.
Jesus usa exatamente a mesma expressão quando diz, “Se alguém vier a mim, e não aborrecer a pai e mãe (...)” (Lucas 14:26). Ele não está dizendo que você deve desprezar seus pais: isso seria quebrar um mandamento! Ele está dizendo que em comparação com nosso amor a Deus, o amor aos nossos pais deveria ser muito menor. O mesmo acontece com Jacó e Esaú. Deus amava a ambos, bem como a seus descendentes. Contudo, Ele tinha afeição especial por Jacó e seus descendentes, e, por causa de Seu propósito de salvar o mundo, escolheu os de Jacó aos de Esaú.
No caso do Faraó, Paulo se vale dele como uma analogia para mostrar como Deus pode tratar da nação de Israel justamente, mesmo que Ele tenha que “endurecê-los” nesse processo. Assim como Deus endureceu a Faraó para Seus propósitos (depois de demasiado mau comportamento do Faraó), ele tem o direito de endurecer a nação de Israel para Seus propósitos; e vemos pela passagem de Jeremias que o endurecimento vem como uma resposta de Deus; e não como Sua primeira preferência. Significativamente, não foi a primeira preferência de Deus condenar a Faraó eternamente; Deus o tratou justamente, e quis que ele fosse salvo. (Para mais desse assunto, leia essa postagem: TheHardeningofPharaoh’s Heart - https://wesleyanarminian.wordpress.com/…/the-hardening-of-…/)
3 - Seja qual for o sentido de Romanos 9, ele não pode dizer que Deus é um mentiroso e não pode contradizer o sentido claro de outras passagens da Escritura.
Se Deus é amor (1 João 4:8), então não podemos usar Romanos 9 para provar que Deus seja ódio. Esta foi a observação feita por John Wesley. Obviamente, os calvinistas não alegam que Deus odeie ou minta, mas, pelo que vemos,a linha de raciocínio deles só pode levar a essa conclusão.
Tipicamente, quando você perguntar a um calvinista sobre a bondade de Deus em Romanos 9, ou ele se atrapalhará ou irá considerar sua interpretação do texto como um “por que replicas a Deus” (Romanos 9:20). Segue aqui o que Wesley escreveu sobre essa questão:
“Esta é a blasfêmia claramente contida no terrível decreto da predestinação! E aqui fixo os meus pés. Nesse caso me oponho a todo defensor dela. Você representa a Deus pior do que um demônio, mais falso, mais cruel, mais injusto. Porém, você diz que provará isto nas Escrituras. Espere! O que provará nas Escrituras? que Deus é pior que o demônio? Não pode ser. Seja o que for que as Escrituras provem, nunca poderão provar isso. O que quer que seja, este não poderá ser seu verdadeiro significado. Você pergunta: “Qual é o seu significado então?”. Se eu disser “não sei”, você não ganhou nada, porquanto há muitas passagens nas Escrituras das quais nunca saberemos seu significado até que a morte seja tragada pela vitória. Mas disso sei: melhor fora dizer que não há significado, do que sustentar um significado como esse. Não pode significar, seja o que for, que o Deus da verdade é um mentiroso. Não pode significar que o Juiz de todo o mundo é injusto. Nada na Escritura pode dizer que Deus não é amor ou que Sua misericórdia não está sobre todas as Suas obras.Ou seja, o que quer que prove além disso, nada na Escritura poderá provar [incondicionalmente] a predestinação” ²
Wesley está certo. O que quer que seja a compreensão de Romanos 9, ele não pode declarar que o Deus da verdade seja um mentiroso.
_____________________
¹ John Piper, “A Soberania Absoluta de Deus: De Que se Trata Romanos 9?” (http://www.desiringgod.org/…/the-absolute-sovereignty-of-go…) Breve reclamação aqui: eis o porquê de eu não engolir John Piper. Só pelo título, você pode ver que ele está implicando que discordar dele é o mesmo que dizer que Deus não é soberano. Mas, claro, os arminianos concordam que Ele é. Pronto, reclamação feita.
²John Wesley, Sermão 128, Graça Livre (http://wesley.nnu.edu/…/the-sermons-o…/sermon-128-free-grace)
Traduzido por: Carlos Eduardo de Lima Peres, 23 de fevereiro de 2015.
Todos os versículos usados são da Nova Versão Internacional, exceto Malaquias1:1-5, da João Ferreira de Almeida Atualizada.
Fonte original: http://evangelicalarminians.org/arminian-principles-for-interpreting-romans-9/
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015 0 comentários

Stryper: Novo álbum se chamará "Fallen"


O stryper publicou em sua página oficial do facebook, um pequeno trecho de uma música do seu novo álbum que será lançado ainda esse ano. E digo uma coisa, vem um som pesado por ai. Um "novo" Stryper? Segundo o Michael, vai ser o trabalho mais pesado da banda.

 O frontman Michael Sweet também comentou sobre as letras das músicas do novo álbum.Em uma entrevista ao site blabbermouth.net. Quando indagado sobre as temáticas do novo álbum. M.Sweet contou que boa parte das letras são de inspirações de trechos e relatos da bíblia. Tem letra falando sobre a criação do universo no livro de gênesis, "Let There Be Light", falando sobre o diabo e eis a faixa título do álbum "Fallen" e a "'Big Screen Lies" criticando os críticos da indústria cinematográfica que usam de pseudoscristãos para dizer que cristão é tudo farinha do mesmo saco. Quando na verdade para Michael Sweet, tais cristãos não o representam.

Esse álbum promete, estou ansioso por esse lançamento.

Ouça o trecho da música.
 https://www.facebook.com/video.php?v=463470547138749
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015 2 comentários

C.S Lewis e Alvin Platinga sobre o livre-arbítrio

Dois comentários pertinente de dois filósofos cristãos sobre o livre-arbítrio libertário.
1º- C.S Lewis

"Deus criou coisas dotadas de livre-arbítrio: criaturas que podem fazer tanto o bem quanto o mal. Alguns pensam que podem conceber uma criatura que, mesmo desfrutando da liberdade, não tivesse possibilidade de fazer o mal. Eu não consigo. Se uma coisa é livre para o bem, é livre também para o mal. E o que tornou possível a existência do mal foi o livre-arbítrio. Por que, então, Deus o concedeu? Porque o livre-arbítrio, apesar de possibilitar a maldade, é também aquilo que torna possível qualquer tipo de amor, bondade e alegria. Um mundo feito de autômatos — criaturas que funcionassem como máquinas - não valeria a pena ser criado. A felicidade que Deus quis para suas criaturas mais elevadas é a felicidade de estar, de forma livre e voluntária, unidas a ele e aos demais seres num êxtase de amor e deleite ao qual os maiores arroubos de paixão terrena entre um homem e uma mulher não se comparam. Por isso, essas criaturas têm de ser livres."
Lewis, Clive Staples, In Cristianismo Puro e Simples, pg.23

2º Alvin Platinga
"Se uma pessoa for livre com respeito a uma dada ação, então, tem a liberdade de realizá-la ou não, nenhuma das condições anteriores e/ou leis causais determinam que ela realizará ou não a ação. Ela tem o poder, no momento em questão, para realizar a ação, e tem poder para não a realizar ... Ora, Deus pode criar criaturas livres, mas não pode causar ou determinar que façam apenas o que é correto. Afinal, se o fizer, então elas não são afinal significamente livres; não fazem o que é livremente correto. Para criar criaturas com capacidade para o bem moral, portanto, Deus tem de criar criaturas com capacidade para o mal moral, e não pode dar a essas criaturas a liberdade de executar o mal, e ao mesmo tempo, impedi-las de executá-lo. E aconteceu, infelizmente, que algumas das criaturas livres que Deus criou erraram no exercício da sua liberdade, essa é a fonte do mal moral." Platinga, Alvin, in Deus, liberdade e o mal. pg.46-47
sábado, 14 de fevereiro de 2015 1 comentários

Cradle of God: Melodic Death/Black Metal

Fomos a primeira página de metal cristão do Brasil a divulgar essa grande revelação diretamente da Rússia, a  banda "Cradle of God" pra o público de headbangers. Agora vamos fazer uma postagem especifica sobre a banda. Essa vai pra quem curte Metal Extremo. 




A banda é bem nova,  a banda vem conquistando fãs em suas apresentações e esse ano irão lançar o ep " Remember" que contará com 9 faixas. 


As guitarras foram gravados ao vivo, a banda informa que deseja fazer um álbum dinâmico e agressivo na tradição heavy de metal, sem sintetizadores, emuladores, registrados através de amplificadores valvulados, sem gravação de efeitos de computador.




 Um ponto interessante é quem em sua página oficial a banda afirma fazer um som bem Melodic Death Metal, mas o que vemos no som da banda é uma notável apresentação de elementos do black metal. O que deixa o som da banda bem mais agressivo e bem mais prazeroso de ouvir. 



     





Sobre as temáticas da banda? 

O vocalista " Cross" afirma que é fã de Heavy metal desde 1987 e que ouviu vários gêneros do rock/metal e sabe muito bem que boa parte das músicas de Heavy metal são de protestos, seja contra o governo, guerra, fanáticos religiosos e injustiça, mas a banda decidiu abordar temáticas cristãs com base no novo testamento. As letras são na verdade mistura de capítulos e versículos do novo testamento com rimas pessoais.  O Cross afirma: "o nosso objetivo é transmitir ao povo a mensagem da bíblia sagrada, para  todos perceberem a gravidade de nossas ações e entender onde existe o verdadeiro protesto . Esta é exatamente a minha mensagem aos meus irmãos de heavy metal."

Bom, enquanto o ep não é lançado, vocês podem conferir 2 músicas da banda, no site: http://vk.com/cradleofgod





Ou conferir alguns vídeos de apresentações ao vivo da banda.










Curtam a página da banda:
https://www.facebook.com/cradleofgod/
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015 0 comentários

Impellitteri: Revelado o tracklist e trailer do álbum "Venom"




O vocalista Rob Rock publicou em seu facebook oficial o tracklist oficial do novo álbum chamado "Venom" e a data de lançamento no Japão que será lançado no dia 4 de Março. Além de uma turnê do novo álbum em maio no Japão passando nas cidades de Tóquio, Osaka e Hiroshima. A banda também conta com um novo baterista "Jon Dette" que já tocou com a banda Slayer, que promete detonar a bateria, no bom sentido. Ansioso por esse novo trabalho desses monstros musicais.

Tracklist. 

1 VENOM 

2 EMPIRE OF LIES 
3 WE OWN THE NIGHT 
4 NIGHTMARE
5 FACE THE ENEMY
6 DOMINO THEORY
7 JEHOVAH
8 RISE
9 TIME MACHINE
10 HOLDING ON
Curta nossa página: https://www.facebook.com/Cristianismounderground

Confira o trailer do novo álbum 
domingo, 8 de fevereiro de 2015 0 comentários

Cristãos de ontem e de hoje por Emíilo Conde

Leiam esse artigo, é um pouco extenso, mas vale a pena a reflexão.

CRISTÃOS DE ONTEM E DE HOJE
Por Emilio Conde

Antigamente no Brasil os evangélicos eram denominados "Bíblias". Esse tratamento, sem dúvida, vinha-lhes em virtude de viverem o Evangelho. O seu testemunho era tão convincente que o mundo atestava estar diante de uma "Bíblia".
Não importava, naqueles dias, que o apelido ou nome lhes fosse dado ou imposto por desdém ou em lugar de cruz; o que importava era que o mundo lesse nas vidas dos salvos o que está escrito nas páginas da Bíblia, e assim acontecia. Homens como J. M. da Conceição, que abandonou a batina para dedicar-se à pregação do Evangelho e que ofereceu sua vida em holocausto voluntário à obra de evangelização do Brasil, palmilhando estradas que cortam os Estados em todas as direções, sem atentar para outra recompensa a não ser a coroa da vida, insistimos, crentes dessa tempera merecem ser chamados "Bíblias".

Entretanto, com grande tristeza, notamos que hoje tudo mudou. O mundo não vê na conduta de cada crente uma "Bíblia", e se não tem motivos justos para tratar o crente de “Bíblia", algum eclipse espiritual interrompeu o brilho da luz do céu impedindo que essa luz reflita a beleza de Cristo.
A Bíblia não perdeu nem perderá seu fulgor, mas os crentes perderam o primeiro amor; o Livro de Deus continua a ser o mesmo luzeiro dos séculos, porém os crentes distanciaram-se da cruz. A Bíblia fala a mesma linguagem divina, entretanto os cristãos depressa se acomodaram com o linguajar do Egito e com o paladar das cebolas.

Os homens já não vêem "Bíblias", como outrora, andando pelas ruas e cruzando as praças, evangelizando e deixando o aroma de Cristo por onde quer que passavam, impondo respeito ao próprio Demônio. Que vêem os homens, em lugar de "Bíblias"? Verão homens carregados de preconceitos e leis eclesiásticas? Verão alguém mais interessado por um pergaminho do que pela salvação dos pescadores? Atentarão para homens impando de orgulho denominacional, gloriando-se em estatísticas sem verificar se é palha ou grão?

A prosperidade material da igreja nem sempre é índice de crescimento espiritual. Melhor do que orgulho denominacional ou qualquer outra espécie de orgulho, melhor, repetimos, é orar a Deus que dê à Sua Igreja cristãos de qualidade, homens que adornem a coroa com seus talentos e com sua fidelidade, dos quais se possa dizer que seus caracteres são de ouro de elevado quilate.
Muitas cristãos suspiram pelo dia em que sejam maioria para governar a nação, mas talvez não tenham presente a qualidade de cristãos que são dignos de governar. A ver a maioria mandar e governar sem Cristo, embora se diga cristã, é preferível que tal não aconteça. Mil vezes ser minoria entre as nações, mas conservar a vida espiritual dos domínios da fé, a encher a. boca de ordens e assinar decretos sem a assistência de Deus.

O mundo não se interessa muito pela vida da Igreja, mas repara quando há grupos de pessoas egoístas que, cegos pela política religiosa, investem uns contra outros, enquanto as almas sem Cristo são envolvidas e tragadas pelos laços que o pecado e a maldade armaram em cada encruzilhada.
Cristãos de hoje, não ficais compungidos pelo quadro desolador que se apresenta diante de vossos olhos? Não vos dói o coração por haverdes perdido a luz e a graça que ornavam os mártires e conservavam as feras a distância? Não vos pesa a consciência de haverdes perdido essa atração do nome de JESUS que era uma bandeira contra o pecado? Sim, Cristãos de hoje, porque não voltais à fé antiga, ao conceito que os "Bíblias" gozavam entre o povo? Cristãos de hoje, que fizestes da herança que os pioneiros da fé vos legaram? Cristãos de hoje, não vedes o perigo que vos cerca se vos aparentardes com o mundo e vos associardes com os inimigos da fé? Temeis que os homens vos tratem como cristãos?

Pois bem. O cristão tem uma cruz que deve levar e essa cruz é o vitupério de Cristo. Quem abandonar a cruz perdeu a moeda com que se alcança a coroa da vida. Quem serrar e diminuir o peso e as dimensões da cruz, torna-a mais leve, mas não conseguirá alcançar a outra margem do Rio da Vida, pois a cruz forma a ponte pela qual se atravessa para a terra da promessa, para os domínios da fé.
Dizei-me, cristãos de hoje, quem vos enganou e vos iludiu, fazendo-vos crer que é melhor ser reverenciado como hipócrita do que desprezado mas temido como puritano? Não cerais em tal engodo de Satanás.
Se o Diabo conseguir acorrentar-vos aos preconceitos e roubar a vossa conduta e o conceito de cristão, acenando com lisonjas e honrarias, depressa concluireis que perdestes na transação e, ainda mais, após serdes vencidos, sereis também humilhados.
Satanás não vos poupará. Depois de vos desarmar, zombará da vossa fé, blasfemará contra vosso Deus, desafiará a virtude dos santos e vos lançará em rosto a fraqueza.

Cristãos de hoje, não cedais uma polegada no terreno da crença em Deus. Honrai a confissão que fizestes ao aceitar o Evangelho, transformai a zombaria em gozo, fazei da vossa fé um tesouro mui amado com o qual alcançareis o que nenhum dinheiro consegue — um lugar com Jeová e seu Filho no novo céu e na nova terra.

Fonte: do­mínios da fé pagina 30.
Texto retirado do site: http://pentecostaisverdadeiros.blogspot.com.br/2015/02/serie-pioneiros-pentecostais-saudoso.html
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015 6 comentários

Porque Deus não pode ser o autor do pecado?



O que é o pecado?
O pecado é descrito na Bíblia como transgressão à lei de Deus (I João 3:4) e rebelião contra Deus (Deuteronômio 9:7; Josué 1:18).

Deus é o autor do pecado?

Para Calvino:
“Certamente que isso ele o faz de maneira e com propósito diferentes, todavia de modo que não possa encetar algo, a não ser que Deus o queira. E visto que, entretanto, em seguida parece explicitar-se permissão absoluta para que aflija ao santo varão, daí ser verdadeira esta afirmação: “O Senhor o deu, o Senhor o tirou; como aprouve a Deus, assim se fez” [Jó 1.21], desta provação concluímos que Satanás e os salteadores perversos foram os ministros; Deus foi o autor. Satanás se esforça por incitar o santo a voltar-se contra Deus movido pelo desespero; os sabeus ímpia e cruelmente lançam mão dos bens alheios, roubando-os” - João Calvino - Instituas, Vol 1, XVIII,1.
Outras citações de Calvino:
“(...)o endurecimento dos incrédulos é obra de Deus, embora antes fosse dito ser ele operação de Satanás. Portanto, é evidente que Satanás está debaixo do poder de Deus e é de tal modo regido por seu arbítrio que se vê compelido a render-lhe obediência.”
Fontes: INSTITUTAS, Vol 1, Cap XIV, 17:
“Daqui se engendrou a distinção entre fazer e permitir, visto que esta dificuldade a muitos pareceu inextricável, ou, seja, que Satanás e todos os ímpios estão de tal modo sob a mão e a autoridade de Deus, que este lhes dirige a malignidade a qualquer fim que lhe apraz e faz uso de seus atos abomináveis para executar seus juízos.”
Fontes: INSTITUTAS, Vol 1, Cap XVIII, 1

Para os teólogos calvinistas:

“Deus move as línguas dos homens para blasfemar.” Franciscus Gomarus
Fontes: Franciscus Gomarus, conforme citado por Laurence Vance em O Outro Lado do Calvinismo.
“Nem mesmo a obra do pecado parte de qualquer outra pessoa a não ser Deus. “Zwinglio

Fontes:  Ulrich Zwinglio, “On the Providence of God – Sobre a Providência de Deus”, The Latin Works of Huldreich Zwingli – As Obras Latinas de Ulrich Zwinglio (Philadelphia: Heidelberg Press, 1922), II:203-204.

“O pecado é um dos eventos “quaisquer” que “acontecem”, os quais são todos “decretados”. W.G.T. Shedd

Fontes: W.G.T. Shedd, Calvinism: Pure and Mixed, p. 32

‘É até bíblico dizer que Deus preordenou o pecado. Se o pecado estivesse fora do plano de Deus, então nem uma única questão importante da vida seria governada por Deus.”

Fontes: Edwin H. Palmer Fontes: Edwin H. Palmer, The Five Points of Calvinism, p. 82

Sabemos que existem teólogos que não defendem essa posição determinista, entre eles estão incluso alguns teólogos Arminianos, vejam algumas citações:

"Deus não quer o pecado, mas ele permite o pecado visando à preservação de pessoas livres, compassivas e autodeterminadas com as quais quer transmitir amor e santidade divinos incomparáveis". - Thomas Oden

"O que pode ser mais desonroso, o que pode ser mais indigno de Deus do que torná-lo o autor do pecado, que é tão extremamente inconsistente com sua santidade, algo que ele severamente proíbe e ameaça punir com nada menos do que tormentos eternos? Certamente isto é tão monstruoso que a simples consideração deveria ser o suficiente para dissuadir todos os que se preocupam com a glória de Deus de adotar tal doutrina grosseira e indecorosa" - 
Philip Limborch.

Citações retiradas do livro: Olson, Roger E. Teologia Arminiana: Mitos e Realidades

Agora iremos destacar alguns pontos baseados nas sagradas escrituras, que nos levam a crer que Deus não pode ser o autor do pecado, como ensinam alguns teólogos calvinistas/deterministas.  

Por que Deus não pode ser o autor do pecado?

  • .   Deus não Pode Produzir o Pecado


A bíblia nos relata que Deus é absolutamente perfeito, no livro de Deuteronômio:

Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos justos são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é.”   Deuteronômio 32.4

No livro de Samuel, no diz que:

“O caminho de Deus é perfeito, e a palavra do Senhor refinada; e é o escudo de todos os que nele confiam.” 2 Samuel 22:31

E no livro de Salmos nos diz:

“O caminho de Deus é perfeito; a palavra do Senhor é provada; é um escudo para todos os que nele confiam.” - Salmos 18:30

Portanto, concluímos que Deus não pode nem realizar, nem produzir o pecado.

Uma declaração interessante do nosso Senhor Jesus, é a seguinte: “Sede vós, pois, perfeitos, com o é perfeito o vosso Pai, que está nos céus” Mateus 5.48.

Entendemos com esses versículos que  ser perfeito (DEUS), não pode agir de forma imperfeita. Além disso, notamos no livro de gênesis que o mundo que Deus criou, e tudo o que ele continha, era “muito bom” (Gn 1.31)

  • 2     Deus não Pode Promover o Pecado


Além disso, Deus não pode estimular o pecado; Pois Ele é completamente SANTO e não pode endossar o pecado de forma alguma. O profeta Habacuque nos diz: “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a vexação não podes contemplar” (Hc 1.13)

  • 2.1  Deus não pode nos tentar a pecar:


 “Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta”. (Tg  1.13).

  • 3.      Deus Pode Permitir o Pecado


Nos pontos anteriores percebemos que Deus não produz, nem promove o pecado. Mas nesse ponto destacamos que Deus permite o pecado. Em sua vontade permissiva, e isso ele o faz pois respeita o livre-arbítrio dos seres humanos, e a lei da colheita. Além disso, ao permitir a ocorrência do pecado, Deus cumpre os seus propósitos.

Um exemplo clássico, é sobre José e seus irmãos, relatado no livro de Gênesis, onde Deus permitiu que os irmãos de José, ao lhe vender com o escravo, pecassem a fim de que todo o Israel fosse salvo, além de cumprir a sua promessa de trazer o Messias por intermédio do seu povo escolhido para proporcionar a salvação para a humanidade (Gn 12.3). A bíblia relata que José reconheceu o propósito da vontade permitiva de Deus, quando disse aos seus irmãos: “Vós bem intentastes mal contra mim, porém Deus o tornou em bem, para fazer com o se vê neste dia, para conservar em vida a um povo grande” (G n 50.20).

Um exemplo interessante, citado por Norman Geisler em o seu segundo volume de Teologia Sistemática, é que: “Quando, nos Estados Unidos, os pais permitem que um filho adolescente use o carro da família, eles estão dando vazão a um mau potencial (o da desgraça), mas é necessário fazer concessões à possibilidade da transgressão para o bem maior do adolescente, a fim de que aprenda a ser responsável e adquira habilidades ao volante.”[1]


Aqui percebemos que Deus nos dá a liberdade, e assim também nos permite que a nossa atitude seja um ato em potencial não só para o bem, mas também para o mal, para que assim nós possamos ser responsáveis por nossas atitudes e aprendermos a ter responsabilidade. Acreditamos que os que nos permite a possibilidade do mal, seja o livre-arbítrio nos concedido pelo o ETERNO. Lembrando a lei da colheita, todo ação tem uma reação, toda nossa atitude, tem uma consequência e isso depende de nós, pois quando praticamos as escolhas erradas e falhamos, enfrentamos as consequências dos nossos erros; E sabemos que nosso Deus utiliza as nossas falhas e erros para nos fortalecer. 
Notamos isso, no livro de Hebreus, onde o autor nos relata:

“E, na verdade, toda correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela” (HB 12.11).

O apóstolo Paulo e Tiago consideravam que Deus permite o mal a fim de produzir resultados. Vejamos o que Paulo diz em sua carta ao Romanos: E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência; e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança.  E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado. (Rm 5.3-5)

Tiago teve a mesma perspectiva:

Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações, sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência. Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma. (Tg 1.2-4).

Portanto, percebemos diante dessas exposições, que não temos motivos coerentes com os atributos divinos revelados nas escrituras que Deus é o autor do pecado, seja como criador ou executor, como afirmam alguns teólogos calvinistas/deterministas.  E que essas declarações são heréticas.


Referências Bibliográficas: 
Geisler. Norman. Teologia Sistemática. Volume II, p.66 
Olson, Roger E. Teologia Arminiana: Mitos e Realidades 




[1] Geisler. Norman. Teologia Sistemática. Volume II, p.66

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Como interpretar ROMANOS 9

PRINCÍPIOS ARMINIANOS PARA A INTERPRETAÇÃO DE ROMANOS 9
Kevin Jackson
Romanos 9 é geralmente o texto preferido dos calvinistas. Eles sustentam que ele trata da eleição individual para salvação – que Deus incondicionalmente escolhe salvar certas pessoas e que incondicionalmente rejeita e endurece a outras. John Piper escreve que a interpretação calvinista de Romanos 9:11-12 foi o marco divisor de águas que o fez se tornar calvinista. ¹
Arminianos chegam a uma conclusão diferente sobre Romanos 9. Afirmamos que ele trata da eleição da nação de Israel para cumprir propósitos maiores de Deus. Especificamente, ele ensina como Deus é justo na maneira que tem tratado Israel e ensina como. Ele tem cumprido sua palavra da forma que os tem tratado. O texto não é sobre a eleição individual calvinista. Paulo está perguntando se a nação de Israel pode ser salva, e se Deus é justo na maneira que os trata como um povo. Os judeus são salvos pela sua genealogia? Ou eles devem crer em Jesus para serem salvos? Paulo argumenta que, embora os judeus sejam descendentes de Jacó e Abraão, eles não são privilegiados por causa de sua ancestralidade (Romanos 9:8). Israel tem sido abençoado como um povo, porque a salvação vem dos judeus. Contudo, os judeus são salvos individualmente da mesma forma que os gentios – tendo fé em Jesus (Romanos 9:31, Romanos 10: 11-13).
1 - Para entender Romanos 9, leia todo o capítulo juntamente com Romanos 10 e 11.
Melhor ainda, leia o livro inteiro. O contexto geral é a chave para compreender a passagem. Os calvinistas preferem citar apenas Romanos 9:10-24, porque essa é a parte que mais parece calvinista quando lida de modo isolado. Mas Romanos 9:10-24 não deveria ser lido sem o entendimento de todo o contexto e sem a questão que Paulo está levantando.
Este é o contexto geral: Israel confiava em sua etnia como descendente de Abraão. Eles pensavam que por serem filhos de Abraão segundo a carne, eram consequentemente salvos. Paulo usa Jacó (Israel) e Esaú (Edom) para demonstrar que a etnia não é garantia de benção. Paulo dá o exemplo de que tanto Isaque quanto Jacó foram escolhidos para serem abençoados ao invés de Ismael e Esaú, embora todos eles fossem filhos de Abraão e embora Ismael e Esaú fossem filhos primogênitos. Ainda que fossem abençoados por serem descendentes de Jacó, os judeus eram salvos do mesmo modo que os gentios – pela fé em Jesus. Apesar de os judeus serem descendentes de Abraão segundo a carne (assim como Ismael e Esaú), eles ainda devem crer em Jesus para serem salvos (Romanos 10:11-13). Este é o argumento de Paulo.
Paulo declara que ele está falando sobre a nação de Israel na introdução do capítulo 9 (negrito meu):
Romanos 9:1-5: Digo a verdade em Cristo - não minto; minha consciência o confirma no Espírito Santo - tenho grande tristeza e constante angústia em meu coração. Pois eu até desejaria ser amaldiçoado e separado de Cristo por amor de meus irmãos, os de minha raça, o povo de Israel. Deles é a adoção de filhos; deles é a glória divina, as alianças, a concessão da Lei, a adoração no templo e as promessas. Deles são os patriarcas, e a partir deles se traça a linhagem humana de Cristo, que é Deus acima de todos, bendito para sempre! Amém.
Paulo nos lembra novamente que ele está escrevendo sobre a nação de Israel no final do capítulo 9 (negrito meu):
Romanos 9:30-32 - Que diremos, então? Os gentios, que não buscavam justiça, a obtiveram, uma justiça que vem da fé; mas Israel, que buscava uma lei que trouxesse justiça, não a alcançou. Por que não? Porque não a buscava pela fé, mas como se fosse por obras.
A nação de Israel está sempre em foco em Romanos 9, 10 e 11. Nunca o texto é sobre eleição individual calvinista. Por isso é tão importante ler toda a epístola de Romanos.
2 - Quando ler a parte de Romanos 9 que parece calvinista, vá para os textos do Antigo Testamento que Paulo usa para sua argumentação.
Eles mostram que Paulo ainda está no assunto da nação de Israel, e está se referindo ao direito de Deus de usar Israel como lhe apraz. Os versículos parecem se referir a indivíduos numa leitura descuidada (Jacó, Esaú e Faraó), porém, as referências do Antigo Testamento indicam que os indivíduos são, na verdade, representações corporativas de suas nações.
Por exemplo (negrito meu):
Gêneses 25:23: Disse-lhe o Senhor: “Duas nações estão em seu ventre, já desde as suas entranhas dois povos se separarão; um deles será mais forte que o outro, mas o mais velho servirá ao mais novo.” (citado em Romanos 9:11-12)
Malaquias 1:1-5: “A palavra do Senhor a Israel, por intermédio de Malaquias. Eu vos tenho amado, diz o Senhor. Mas vós dizeis: Em que nos tens amado? Acaso não era Esaú irmão de Jacó? diz o Senhor; todavia amei a Jacó, e aborreci a Esaú; e fiz dos seus montes uma desolação, e dei a sua herança aos chacais do deserto. Ainda que Edom diga: Arruinados estamos, porém tornaremos e edificaremos as ruínas; assim diz o Senhor dos exércitos: Eles edificarão, eu, porém, demolirei; e lhes chamarão: Termo de impiedade, e povo contra quem o Senhor está irado para sempre. E os vossos olhos o verão, e direis: Engrandecido é o Senhor ainda além dos termos de Israel”. (citado em Romanos 9:13)
Jeremias 18:1-10: “Esta é a palavra que veio a Jeremias da parte do Senhor: “Vá à casa do oleiro, e ali você ouvirá a minha mensagem”. Então fui à casa do oleiro, e o vi trabalhando com a roda. Mas o vaso de barro que ele estava formando estragou-se em suas mãos; e ele o refez, moldan­do outro vaso de acordo com a sua vontade. Então o Senhor dirigiu-me a palavra: “Ó comunidade de Israel, será que eu não posso agir com vocês como fez o oleiro?”, pergunta o Senhor. “Como barro nas mãos do oleiro, assim são vocês nas minhas mãos, ó comunidade de Israel. Se em algum momento eu decretar que uma nação ou um reino seja arrancado, despeda­çado e arruinado, e se essa nação que eu adverti converter-se da sua perversidade, então eu me arrependerei e não trarei sobre ela a desgraça que eu tinha planejado. E, se noutra ocasião eu decretar que uma nação ou um reino seja edifica­do e plantado, e se ele fizer o que eu reprovo e não me obedecer, então me arrependerei do bem que eu pretendia fazer em favor dele”. (referido em Romanos 9:21)
É importante perceber que na passagem de Jeremias, Deus (o Oleiro) não decreta o que a nação fará, antes, ele primeiro observa o que a nação faz e então a molda posteriormente, em resultado do comportamento corporativo. Isso é o oposto de uma “eleição individual incondicional”. Deus muda de ideia de como lidar com uma nação levando em conta se esta o está seguindo ou não. Isto é particularmente relevante para o argumento de Paulo em Romanos 9. Israel não estava seguindo a Deus como fora revelado em Cristo, e por isso, Deus (o Oleiro) vai tratá-los como é devido.
Outra coisa que requer atenção é a expressão hebraica “aborreci” (usado em Romanos 9:13 e Malaquias 1:3 – “Amei a Jacó e aborreci a Esaú...”). Essa expressão significa amar menos uma pessoa em comparação à outra. Assim como temos expressões idiomáticas (por exemplo: “está chovendo a cântaros”), também tinham os hebreus. Essa expressão não significa que Deus incondicionalmente desprezou e condenou a Esaú e todos os seus descendentes. Significa que Ele preferiu a nação de Jacó à de Esaú, e escolheu os filhos de Jacó para a honra especial de serem da linhagem da qual viria o Messias.
Jesus usa exatamente a mesma expressão quando diz, “Se alguém vier a mim, e não aborrecer a pai e mãe (...)” (Lucas 14:26). Ele não está dizendo que você deve desprezar seus pais: isso seria quebrar um mandamento! Ele está dizendo que em comparação com nosso amor a Deus, o amor aos nossos pais deveria ser muito menor. O mesmo acontece com Jacó e Esaú. Deus amava a ambos, bem como a seus descendentes. Contudo, Ele tinha afeição especial por Jacó e seus descendentes, e, por causa de Seu propósito de salvar o mundo, escolheu os de Jacó aos de Esaú.
No caso do Faraó, Paulo se vale dele como uma analogia para mostrar como Deus pode tratar da nação de Israel justamente, mesmo que Ele tenha que “endurecê-los” nesse processo. Assim como Deus endureceu a Faraó para Seus propósitos (depois de demasiado mau comportamento do Faraó), ele tem o direito de endurecer a nação de Israel para Seus propósitos; e vemos pela passagem de Jeremias que o endurecimento vem como uma resposta de Deus; e não como Sua primeira preferência. Significativamente, não foi a primeira preferência de Deus condenar a Faraó eternamente; Deus o tratou justamente, e quis que ele fosse salvo. (Para mais desse assunto, leia essa postagem: TheHardeningofPharaoh’s Heart - https://wesleyanarminian.wordpress.com/…/the-hardening-of-…/)
3 - Seja qual for o sentido de Romanos 9, ele não pode dizer que Deus é um mentiroso e não pode contradizer o sentido claro de outras passagens da Escritura.
Se Deus é amor (1 João 4:8), então não podemos usar Romanos 9 para provar que Deus seja ódio. Esta foi a observação feita por John Wesley. Obviamente, os calvinistas não alegam que Deus odeie ou minta, mas, pelo que vemos,a linha de raciocínio deles só pode levar a essa conclusão.
Tipicamente, quando você perguntar a um calvinista sobre a bondade de Deus em Romanos 9, ou ele se atrapalhará ou irá considerar sua interpretação do texto como um “por que replicas a Deus” (Romanos 9:20). Segue aqui o que Wesley escreveu sobre essa questão:
“Esta é a blasfêmia claramente contida no terrível decreto da predestinação! E aqui fixo os meus pés. Nesse caso me oponho a todo defensor dela. Você representa a Deus pior do que um demônio, mais falso, mais cruel, mais injusto. Porém, você diz que provará isto nas Escrituras. Espere! O que provará nas Escrituras? que Deus é pior que o demônio? Não pode ser. Seja o que for que as Escrituras provem, nunca poderão provar isso. O que quer que seja, este não poderá ser seu verdadeiro significado. Você pergunta: “Qual é o seu significado então?”. Se eu disser “não sei”, você não ganhou nada, porquanto há muitas passagens nas Escrituras das quais nunca saberemos seu significado até que a morte seja tragada pela vitória. Mas disso sei: melhor fora dizer que não há significado, do que sustentar um significado como esse. Não pode significar, seja o que for, que o Deus da verdade é um mentiroso. Não pode significar que o Juiz de todo o mundo é injusto. Nada na Escritura pode dizer que Deus não é amor ou que Sua misericórdia não está sobre todas as Suas obras.Ou seja, o que quer que prove além disso, nada na Escritura poderá provar [incondicionalmente] a predestinação” ²
Wesley está certo. O que quer que seja a compreensão de Romanos 9, ele não pode declarar que o Deus da verdade seja um mentiroso.
_____________________
¹ John Piper, “A Soberania Absoluta de Deus: De Que se Trata Romanos 9?” (http://www.desiringgod.org/…/the-absolute-sovereignty-of-go…) Breve reclamação aqui: eis o porquê de eu não engolir John Piper. Só pelo título, você pode ver que ele está implicando que discordar dele é o mesmo que dizer que Deus não é soberano. Mas, claro, os arminianos concordam que Ele é. Pronto, reclamação feita.
²John Wesley, Sermão 128, Graça Livre (http://wesley.nnu.edu/…/the-sermons-o…/sermon-128-free-grace)
Traduzido por: Carlos Eduardo de Lima Peres, 23 de fevereiro de 2015.
Todos os versículos usados são da Nova Versão Internacional, exceto Malaquias1:1-5, da João Ferreira de Almeida Atualizada.
Fonte original: http://evangelicalarminians.org/arminian-principles-for-interpreting-romans-9/

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Stryper: Novo álbum se chamará "Fallen"


O stryper publicou em sua página oficial do facebook, um pequeno trecho de uma música do seu novo álbum que será lançado ainda esse ano. E digo uma coisa, vem um som pesado por ai. Um "novo" Stryper? Segundo o Michael, vai ser o trabalho mais pesado da banda.

 O frontman Michael Sweet também comentou sobre as letras das músicas do novo álbum.Em uma entrevista ao site blabbermouth.net. Quando indagado sobre as temáticas do novo álbum. M.Sweet contou que boa parte das letras são de inspirações de trechos e relatos da bíblia. Tem letra falando sobre a criação do universo no livro de gênesis, "Let There Be Light", falando sobre o diabo e eis a faixa título do álbum "Fallen" e a "'Big Screen Lies" criticando os críticos da indústria cinematográfica que usam de pseudoscristãos para dizer que cristão é tudo farinha do mesmo saco. Quando na verdade para Michael Sweet, tais cristãos não o representam.

Esse álbum promete, estou ansioso por esse lançamento.

Ouça o trecho da música.
 https://www.facebook.com/video.php?v=463470547138749

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

C.S Lewis e Alvin Platinga sobre o livre-arbítrio

Dois comentários pertinente de dois filósofos cristãos sobre o livre-arbítrio libertário.
1º- C.S Lewis

"Deus criou coisas dotadas de livre-arbítrio: criaturas que podem fazer tanto o bem quanto o mal. Alguns pensam que podem conceber uma criatura que, mesmo desfrutando da liberdade, não tivesse possibilidade de fazer o mal. Eu não consigo. Se uma coisa é livre para o bem, é livre também para o mal. E o que tornou possível a existência do mal foi o livre-arbítrio. Por que, então, Deus o concedeu? Porque o livre-arbítrio, apesar de possibilitar a maldade, é também aquilo que torna possível qualquer tipo de amor, bondade e alegria. Um mundo feito de autômatos — criaturas que funcionassem como máquinas - não valeria a pena ser criado. A felicidade que Deus quis para suas criaturas mais elevadas é a felicidade de estar, de forma livre e voluntária, unidas a ele e aos demais seres num êxtase de amor e deleite ao qual os maiores arroubos de paixão terrena entre um homem e uma mulher não se comparam. Por isso, essas criaturas têm de ser livres."
Lewis, Clive Staples, In Cristianismo Puro e Simples, pg.23

2º Alvin Platinga
"Se uma pessoa for livre com respeito a uma dada ação, então, tem a liberdade de realizá-la ou não, nenhuma das condições anteriores e/ou leis causais determinam que ela realizará ou não a ação. Ela tem o poder, no momento em questão, para realizar a ação, e tem poder para não a realizar ... Ora, Deus pode criar criaturas livres, mas não pode causar ou determinar que façam apenas o que é correto. Afinal, se o fizer, então elas não são afinal significamente livres; não fazem o que é livremente correto. Para criar criaturas com capacidade para o bem moral, portanto, Deus tem de criar criaturas com capacidade para o mal moral, e não pode dar a essas criaturas a liberdade de executar o mal, e ao mesmo tempo, impedi-las de executá-lo. E aconteceu, infelizmente, que algumas das criaturas livres que Deus criou erraram no exercício da sua liberdade, essa é a fonte do mal moral." Platinga, Alvin, in Deus, liberdade e o mal. pg.46-47

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Cradle of God: Melodic Death/Black Metal

Fomos a primeira página de metal cristão do Brasil a divulgar essa grande revelação diretamente da Rússia, a  banda "Cradle of God" pra o público de headbangers. Agora vamos fazer uma postagem especifica sobre a banda. Essa vai pra quem curte Metal Extremo. 




A banda é bem nova,  a banda vem conquistando fãs em suas apresentações e esse ano irão lançar o ep " Remember" que contará com 9 faixas. 


As guitarras foram gravados ao vivo, a banda informa que deseja fazer um álbum dinâmico e agressivo na tradição heavy de metal, sem sintetizadores, emuladores, registrados através de amplificadores valvulados, sem gravação de efeitos de computador.




 Um ponto interessante é quem em sua página oficial a banda afirma fazer um som bem Melodic Death Metal, mas o que vemos no som da banda é uma notável apresentação de elementos do black metal. O que deixa o som da banda bem mais agressivo e bem mais prazeroso de ouvir. 



     





Sobre as temáticas da banda? 

O vocalista " Cross" afirma que é fã de Heavy metal desde 1987 e que ouviu vários gêneros do rock/metal e sabe muito bem que boa parte das músicas de Heavy metal são de protestos, seja contra o governo, guerra, fanáticos religiosos e injustiça, mas a banda decidiu abordar temáticas cristãs com base no novo testamento. As letras são na verdade mistura de capítulos e versículos do novo testamento com rimas pessoais.  O Cross afirma: "o nosso objetivo é transmitir ao povo a mensagem da bíblia sagrada, para  todos perceberem a gravidade de nossas ações e entender onde existe o verdadeiro protesto . Esta é exatamente a minha mensagem aos meus irmãos de heavy metal."

Bom, enquanto o ep não é lançado, vocês podem conferir 2 músicas da banda, no site: http://vk.com/cradleofgod





Ou conferir alguns vídeos de apresentações ao vivo da banda.










Curtam a página da banda:
https://www.facebook.com/cradleofgod/

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Impellitteri: Revelado o tracklist e trailer do álbum "Venom"




O vocalista Rob Rock publicou em seu facebook oficial o tracklist oficial do novo álbum chamado "Venom" e a data de lançamento no Japão que será lançado no dia 4 de Março. Além de uma turnê do novo álbum em maio no Japão passando nas cidades de Tóquio, Osaka e Hiroshima. A banda também conta com um novo baterista "Jon Dette" que já tocou com a banda Slayer, que promete detonar a bateria, no bom sentido. Ansioso por esse novo trabalho desses monstros musicais.

Tracklist. 

1 VENOM 

2 EMPIRE OF LIES 
3 WE OWN THE NIGHT 
4 NIGHTMARE
5 FACE THE ENEMY
6 DOMINO THEORY
7 JEHOVAH
8 RISE
9 TIME MACHINE
10 HOLDING ON
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Confira o trailer do novo álbum 

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Cristãos de ontem e de hoje por Emíilo Conde

Leiam esse artigo, é um pouco extenso, mas vale a pena a reflexão.

CRISTÃOS DE ONTEM E DE HOJE
Por Emilio Conde

Antigamente no Brasil os evangélicos eram denominados "Bíblias". Esse tratamento, sem dúvida, vinha-lhes em virtude de viverem o Evangelho. O seu testemunho era tão convincente que o mundo atestava estar diante de uma "Bíblia".
Não importava, naqueles dias, que o apelido ou nome lhes fosse dado ou imposto por desdém ou em lugar de cruz; o que importava era que o mundo lesse nas vidas dos salvos o que está escrito nas páginas da Bíblia, e assim acontecia. Homens como J. M. da Conceição, que abandonou a batina para dedicar-se à pregação do Evangelho e que ofereceu sua vida em holocausto voluntário à obra de evangelização do Brasil, palmilhando estradas que cortam os Estados em todas as direções, sem atentar para outra recompensa a não ser a coroa da vida, insistimos, crentes dessa tempera merecem ser chamados "Bíblias".

Entretanto, com grande tristeza, notamos que hoje tudo mudou. O mundo não vê na conduta de cada crente uma "Bíblia", e se não tem motivos justos para tratar o crente de “Bíblia", algum eclipse espiritual interrompeu o brilho da luz do céu impedindo que essa luz reflita a beleza de Cristo.
A Bíblia não perdeu nem perderá seu fulgor, mas os crentes perderam o primeiro amor; o Livro de Deus continua a ser o mesmo luzeiro dos séculos, porém os crentes distanciaram-se da cruz. A Bíblia fala a mesma linguagem divina, entretanto os cristãos depressa se acomodaram com o linguajar do Egito e com o paladar das cebolas.

Os homens já não vêem "Bíblias", como outrora, andando pelas ruas e cruzando as praças, evangelizando e deixando o aroma de Cristo por onde quer que passavam, impondo respeito ao próprio Demônio. Que vêem os homens, em lugar de "Bíblias"? Verão homens carregados de preconceitos e leis eclesiásticas? Verão alguém mais interessado por um pergaminho do que pela salvação dos pescadores? Atentarão para homens impando de orgulho denominacional, gloriando-se em estatísticas sem verificar se é palha ou grão?

A prosperidade material da igreja nem sempre é índice de crescimento espiritual. Melhor do que orgulho denominacional ou qualquer outra espécie de orgulho, melhor, repetimos, é orar a Deus que dê à Sua Igreja cristãos de qualidade, homens que adornem a coroa com seus talentos e com sua fidelidade, dos quais se possa dizer que seus caracteres são de ouro de elevado quilate.
Muitas cristãos suspiram pelo dia em que sejam maioria para governar a nação, mas talvez não tenham presente a qualidade de cristãos que são dignos de governar. A ver a maioria mandar e governar sem Cristo, embora se diga cristã, é preferível que tal não aconteça. Mil vezes ser minoria entre as nações, mas conservar a vida espiritual dos domínios da fé, a encher a. boca de ordens e assinar decretos sem a assistência de Deus.

O mundo não se interessa muito pela vida da Igreja, mas repara quando há grupos de pessoas egoístas que, cegos pela política religiosa, investem uns contra outros, enquanto as almas sem Cristo são envolvidas e tragadas pelos laços que o pecado e a maldade armaram em cada encruzilhada.
Cristãos de hoje, não ficais compungidos pelo quadro desolador que se apresenta diante de vossos olhos? Não vos dói o coração por haverdes perdido a luz e a graça que ornavam os mártires e conservavam as feras a distância? Não vos pesa a consciência de haverdes perdido essa atração do nome de JESUS que era uma bandeira contra o pecado? Sim, Cristãos de hoje, porque não voltais à fé antiga, ao conceito que os "Bíblias" gozavam entre o povo? Cristãos de hoje, que fizestes da herança que os pioneiros da fé vos legaram? Cristãos de hoje, não vedes o perigo que vos cerca se vos aparentardes com o mundo e vos associardes com os inimigos da fé? Temeis que os homens vos tratem como cristãos?

Pois bem. O cristão tem uma cruz que deve levar e essa cruz é o vitupério de Cristo. Quem abandonar a cruz perdeu a moeda com que se alcança a coroa da vida. Quem serrar e diminuir o peso e as dimensões da cruz, torna-a mais leve, mas não conseguirá alcançar a outra margem do Rio da Vida, pois a cruz forma a ponte pela qual se atravessa para a terra da promessa, para os domínios da fé.
Dizei-me, cristãos de hoje, quem vos enganou e vos iludiu, fazendo-vos crer que é melhor ser reverenciado como hipócrita do que desprezado mas temido como puritano? Não cerais em tal engodo de Satanás.
Se o Diabo conseguir acorrentar-vos aos preconceitos e roubar a vossa conduta e o conceito de cristão, acenando com lisonjas e honrarias, depressa concluireis que perdestes na transação e, ainda mais, após serdes vencidos, sereis também humilhados.
Satanás não vos poupará. Depois de vos desarmar, zombará da vossa fé, blasfemará contra vosso Deus, desafiará a virtude dos santos e vos lançará em rosto a fraqueza.

Cristãos de hoje, não cedais uma polegada no terreno da crença em Deus. Honrai a confissão que fizestes ao aceitar o Evangelho, transformai a zombaria em gozo, fazei da vossa fé um tesouro mui amado com o qual alcançareis o que nenhum dinheiro consegue — um lugar com Jeová e seu Filho no novo céu e na nova terra.

Fonte: do­mínios da fé pagina 30.
Texto retirado do site: http://pentecostaisverdadeiros.blogspot.com.br/2015/02/serie-pioneiros-pentecostais-saudoso.html

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Porque Deus não pode ser o autor do pecado?



O que é o pecado?
O pecado é descrito na Bíblia como transgressão à lei de Deus (I João 3:4) e rebelião contra Deus (Deuteronômio 9:7; Josué 1:18).

Deus é o autor do pecado?

Para Calvino:
“Certamente que isso ele o faz de maneira e com propósito diferentes, todavia de modo que não possa encetar algo, a não ser que Deus o queira. E visto que, entretanto, em seguida parece explicitar-se permissão absoluta para que aflija ao santo varão, daí ser verdadeira esta afirmação: “O Senhor o deu, o Senhor o tirou; como aprouve a Deus, assim se fez” [Jó 1.21], desta provação concluímos que Satanás e os salteadores perversos foram os ministros; Deus foi o autor. Satanás se esforça por incitar o santo a voltar-se contra Deus movido pelo desespero; os sabeus ímpia e cruelmente lançam mão dos bens alheios, roubando-os” - João Calvino - Instituas, Vol 1, XVIII,1.
Outras citações de Calvino:
“(...)o endurecimento dos incrédulos é obra de Deus, embora antes fosse dito ser ele operação de Satanás. Portanto, é evidente que Satanás está debaixo do poder de Deus e é de tal modo regido por seu arbítrio que se vê compelido a render-lhe obediência.”
Fontes: INSTITUTAS, Vol 1, Cap XIV, 17:
“Daqui se engendrou a distinção entre fazer e permitir, visto que esta dificuldade a muitos pareceu inextricável, ou, seja, que Satanás e todos os ímpios estão de tal modo sob a mão e a autoridade de Deus, que este lhes dirige a malignidade a qualquer fim que lhe apraz e faz uso de seus atos abomináveis para executar seus juízos.”
Fontes: INSTITUTAS, Vol 1, Cap XVIII, 1

Para os teólogos calvinistas:

“Deus move as línguas dos homens para blasfemar.” Franciscus Gomarus
Fontes: Franciscus Gomarus, conforme citado por Laurence Vance em O Outro Lado do Calvinismo.
“Nem mesmo a obra do pecado parte de qualquer outra pessoa a não ser Deus. “Zwinglio

Fontes:  Ulrich Zwinglio, “On the Providence of God – Sobre a Providência de Deus”, The Latin Works of Huldreich Zwingli – As Obras Latinas de Ulrich Zwinglio (Philadelphia: Heidelberg Press, 1922), II:203-204.

“O pecado é um dos eventos “quaisquer” que “acontecem”, os quais são todos “decretados”. W.G.T. Shedd

Fontes: W.G.T. Shedd, Calvinism: Pure and Mixed, p. 32

‘É até bíblico dizer que Deus preordenou o pecado. Se o pecado estivesse fora do plano de Deus, então nem uma única questão importante da vida seria governada por Deus.”

Fontes: Edwin H. Palmer Fontes: Edwin H. Palmer, The Five Points of Calvinism, p. 82

Sabemos que existem teólogos que não defendem essa posição determinista, entre eles estão incluso alguns teólogos Arminianos, vejam algumas citações:

"Deus não quer o pecado, mas ele permite o pecado visando à preservação de pessoas livres, compassivas e autodeterminadas com as quais quer transmitir amor e santidade divinos incomparáveis". - Thomas Oden

"O que pode ser mais desonroso, o que pode ser mais indigno de Deus do que torná-lo o autor do pecado, que é tão extremamente inconsistente com sua santidade, algo que ele severamente proíbe e ameaça punir com nada menos do que tormentos eternos? Certamente isto é tão monstruoso que a simples consideração deveria ser o suficiente para dissuadir todos os que se preocupam com a glória de Deus de adotar tal doutrina grosseira e indecorosa" - 
Philip Limborch.

Citações retiradas do livro: Olson, Roger E. Teologia Arminiana: Mitos e Realidades

Agora iremos destacar alguns pontos baseados nas sagradas escrituras, que nos levam a crer que Deus não pode ser o autor do pecado, como ensinam alguns teólogos calvinistas/deterministas.  

Por que Deus não pode ser o autor do pecado?

  • .   Deus não Pode Produzir o Pecado


A bíblia nos relata que Deus é absolutamente perfeito, no livro de Deuteronômio:

Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos justos são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é.”   Deuteronômio 32.4

No livro de Samuel, no diz que:

“O caminho de Deus é perfeito, e a palavra do Senhor refinada; e é o escudo de todos os que nele confiam.” 2 Samuel 22:31

E no livro de Salmos nos diz:

“O caminho de Deus é perfeito; a palavra do Senhor é provada; é um escudo para todos os que nele confiam.” - Salmos 18:30

Portanto, concluímos que Deus não pode nem realizar, nem produzir o pecado.

Uma declaração interessante do nosso Senhor Jesus, é a seguinte: “Sede vós, pois, perfeitos, com o é perfeito o vosso Pai, que está nos céus” Mateus 5.48.

Entendemos com esses versículos que  ser perfeito (DEUS), não pode agir de forma imperfeita. Além disso, notamos no livro de gênesis que o mundo que Deus criou, e tudo o que ele continha, era “muito bom” (Gn 1.31)

  • 2     Deus não Pode Promover o Pecado


Além disso, Deus não pode estimular o pecado; Pois Ele é completamente SANTO e não pode endossar o pecado de forma alguma. O profeta Habacuque nos diz: “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a vexação não podes contemplar” (Hc 1.13)

  • 2.1  Deus não pode nos tentar a pecar:


 “Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta”. (Tg  1.13).

  • 3.      Deus Pode Permitir o Pecado


Nos pontos anteriores percebemos que Deus não produz, nem promove o pecado. Mas nesse ponto destacamos que Deus permite o pecado. Em sua vontade permissiva, e isso ele o faz pois respeita o livre-arbítrio dos seres humanos, e a lei da colheita. Além disso, ao permitir a ocorrência do pecado, Deus cumpre os seus propósitos.

Um exemplo clássico, é sobre José e seus irmãos, relatado no livro de Gênesis, onde Deus permitiu que os irmãos de José, ao lhe vender com o escravo, pecassem a fim de que todo o Israel fosse salvo, além de cumprir a sua promessa de trazer o Messias por intermédio do seu povo escolhido para proporcionar a salvação para a humanidade (Gn 12.3). A bíblia relata que José reconheceu o propósito da vontade permitiva de Deus, quando disse aos seus irmãos: “Vós bem intentastes mal contra mim, porém Deus o tornou em bem, para fazer com o se vê neste dia, para conservar em vida a um povo grande” (G n 50.20).

Um exemplo interessante, citado por Norman Geisler em o seu segundo volume de Teologia Sistemática, é que: “Quando, nos Estados Unidos, os pais permitem que um filho adolescente use o carro da família, eles estão dando vazão a um mau potencial (o da desgraça), mas é necessário fazer concessões à possibilidade da transgressão para o bem maior do adolescente, a fim de que aprenda a ser responsável e adquira habilidades ao volante.”[1]


Aqui percebemos que Deus nos dá a liberdade, e assim também nos permite que a nossa atitude seja um ato em potencial não só para o bem, mas também para o mal, para que assim nós possamos ser responsáveis por nossas atitudes e aprendermos a ter responsabilidade. Acreditamos que os que nos permite a possibilidade do mal, seja o livre-arbítrio nos concedido pelo o ETERNO. Lembrando a lei da colheita, todo ação tem uma reação, toda nossa atitude, tem uma consequência e isso depende de nós, pois quando praticamos as escolhas erradas e falhamos, enfrentamos as consequências dos nossos erros; E sabemos que nosso Deus utiliza as nossas falhas e erros para nos fortalecer. 
Notamos isso, no livro de Hebreus, onde o autor nos relata:

“E, na verdade, toda correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela” (HB 12.11).

O apóstolo Paulo e Tiago consideravam que Deus permite o mal a fim de produzir resultados. Vejamos o que Paulo diz em sua carta ao Romanos: E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência; e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança.  E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado. (Rm 5.3-5)

Tiago teve a mesma perspectiva:

Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações, sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência. Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma. (Tg 1.2-4).

Portanto, percebemos diante dessas exposições, que não temos motivos coerentes com os atributos divinos revelados nas escrituras que Deus é o autor do pecado, seja como criador ou executor, como afirmam alguns teólogos calvinistas/deterministas.  E que essas declarações são heréticas.


Referências Bibliográficas: 
Geisler. Norman. Teologia Sistemática. Volume II, p.66 
Olson, Roger E. Teologia Arminiana: Mitos e Realidades 




[1] Geisler. Norman. Teologia Sistemática. Volume II, p.66
 
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