domingo, 30 de março de 2014 0 comentários

A origem da Bíblia: Autoridade e Inerrância Bíblia


A palavra "bíblia" é derivada do latim, proveniente da palavra grega bíblia(livros), que diz respeito especificamenle ,aos livros que são reconhecidos como canônicos pela Igreja cristã. Nesse sentido, acredita-se estar o uso cristão mais
antigo da expressão ta bíblia(os livros) na epístola de 2 Cle­mente 2.14 (c. 150 d.C.): "Os livros e os apóstolos declaram que a Igreja... existe desde o princípio" (compare Dn 9.2: "Eu, Daniel, entendi pelos livros...", cuja referência é ao corpus dos escritos proféticos do Antigo Testamento).
O vocábulo grego bíblion (do qual bíblia é o plural) é o diminutivo de biblos, que na prática denota qualquer tipo de documento
escrito, mas originalmente aquele que foi escrito em papiro.
Um termo sinônimo de "a Bíblia" é "os escritos" ou "as escrituras" (em grego hai grapltai, ta grammata),freqüentemente usado no Novo Testamento para designar, no todo ou em par­te, os documentos do Antigo Testamento.
Por exemplo, Mateus 21.42 diz: "Nunca lestes nas Escrituras?" (en tais graphais).A passagem paralela, Marcos 12.10, traz o singular, referindo-se ao particular texto citado: "Ainda não lestes esta Escritura?"
(ten graphen tauteri). Em 2 Timóteo 3.15, temos "as sagra­das letras" (ta hiera grammata), e o versículo seguinte (ARA) diz: "Toda Escritura é inspirada por Deus" (pasagraphe theopneustos). Em 2 Pedro 3.16, "todas" as epísto­las de Paulo são incluídas junto com "as outras Escritu­ras" (tas loipas graphas ), as quais presumem-se que sejam os escritos do Antigo Testamento e provavelmente os evangelhos também.
O Novo Testamento
Os primeiros documentos do Novo Testamento a serem escritos foram as primeiras epístolas de Paulo. Estas (junto, possivelmente, com a epístola de Tiago) foram compostas entre 48 e 60 d.C., antes mesmo que o mais antigo dos Evangelhos fosse escrito. Os quatro evangelhos pertencem às décadas entre 60 e 100 d.C., e é também a esse período que se atribui todos (ou quase todos) os outros escritos do Novo Testamento. Enquanto a composição dos livros do Antigo Testamento se estendeu por um período de mil anos ou mais, os livros do Novo Testamento foram escritos em menos de um século.
A autoridade da Bíblia.
Nas Escrituras, o caráter e a vontade de Deus, o significado da existência humana, a natureza do reino espiritual e os propósitos de Deus para os seres humanos de todas as épocas estão expostos de forma propositadamente inteligível, de sorte que todos podem compreender. A Bíblia proclama de maneira objetiva os critérios pelos quais Deus julga as pessoas e as nações, e os meios para a recuperação moral e a restauração à comunhão pessoal com Ele. O naturalismo moderno refuta a autoridade bíblica e ataca a afirmação de que a Bíblia é a Palavra escrita de Deus, ou seja, que é uma revelação transcendente da mente e vontade de Deus em uma forma objetiva de literatura. A autoridade escriturística é o foco da polêmica tanto na controvérsia a respeito da religião revelada quanto no conflito moderno relacionado com os valores civilizacionais.
Alta Crítica
Mas a alta crítica proporcionou alguns reversos espetaculares e até mesmo atordoantes, principalmente através de achados arqueológicos. Já não há mais sustentação para afirmar que as glórias da época do rei Salomão sejam uma fabricação literária, que "Jeová", o Deus redentor dos hebreus, fosse desconhecido antes dos profetas do século VIII, ou que a exposição de fatos feita por Esdras acerca do cativeiro babilônico seja imaginária. Os arqueólogos localizaram as minas de cobre dos dias de Salomão, que há muito estavam perdidas. Tabuinhas de argila encontradas em Ebla, perto de Alepo, confirmam que nomes parecidos com os dos patriarcas eram comuns entre os povos que viviam em Ebla pouco tempo antes que acontecessem os eventos registrados nos últimos capítulos de Gênesis.

John T. Robinson, crítico do Novo Testamento, admitiu em Redating the New Testament(1906), que a última datação dos livros do Novo Testamento feita pelos críticos não é nem um pouco convincente. Robinson argumentou que o fato de os evangelhos e as epístolas não mencionarem a destruição do templo em 70 d.C. é prova de que os escritos foram feitos antes, pois do contrário essa reviravolta nos acontecimentos teria sido usada apologeticamente pelos escritores. Entretanto, seria melhor chegar a datas de composição partindo daquilo que os escritores ensinam e de quem eles são, em vez de se basear no que os escritos não contêm. Também não é de bom tom ser guiado primariamente por uma suposta motivação apologética que sustente tais composições. Há muito que o ponto de vista "documentário" das Escrituras é considerado pelos eruditos não-evangélicos como a conquista mais firmemente estabelecida da crítica literária e histórica. A teoria de que as narrativas do Antigo Testamento são produto da "redação" de editores que combinaram relatos distintos em uma única narrativa tem tido — até recentemente — apoio de quase todos os prestimosos eruditos do Antigo Testamento fora dos círculos evangélicos. 

Mas a teoria, também conhecida como "hipótese documentária" ou "J-E-P-D"1 (cada letra representando um suposto documento), tem estado sob contestação em termos de montagem. Umberto Cassuto (1883-1951), que mantinha a cátedra da Bíblia na Universidade Hebraica de Jerusalém, repudiou a prevalecente noção dos críticos de que as narrativas bíblicas obtiveram sua unidade através da redação literária (edição), mas reteve as datas relativamente tardias para a completação do Pentateuco e do livro de Isaías (Biblical and Oriental Studies,publicado postumamente, 1973). Em entrevista concedida à revista Christianity Today,em 1959, Cyrus H. Gordon, destacado erudito judaico, rejeitou a idéia de que o uso de Elohim e Jeová, como nomes divergentes para Deus implica em diferentes fontes literárias ("Higher Critics and Forbidden Fruit")

Recentes pesquisas lingüísticas apóiam o argumento de que variações no estilo refletem o andamento e a disposição de espírito das narrativas, sendo menos provável que sejam identificadoras de supostos redatores. Robert Longacre arrazoou que "a suposição de divergentes fontes documentárias", como por exemplo, na história do dilúvio, é desnecessária e "obscurece em muito a estrutura verdadeira­mente elegante da história". Assim, pontos de vista críticos mais antigos que atribuem os ensinamentos das Escrituras não aos beneficiários originalmente nomeados da revelação divina, mas a redatores editoriais tardios, estão se colocando a si próprios sob nova crítica. Além disso, Bernard Childs argumentou persuasivamente contra a interpretação de que existem por detrás dos escritos canônicos fontes mais antigas e mais confiáveis, que os escritores bíblicos mitificaram no interesse do culto hebraico.
A Questão da Inerrância
A doutrina da autoridade bíblica tem sido subvertida por ataques em sua confiabilidade histórica e científica e por presumivelmente delinear seus ensinamentos de acordo com falíveis fontes humanas. Além disso, vez por outra, a doutrina é desnecessariamente toldada por radicais apologistas conservadores, que exageram o que a autoridade bíblica pressupõe e demanda. Alguns eruditos conservadores repudiam toda crítica histórica como hostil à autoridade bíblica e distinguem os cristãos "verdadeiros" dos "falsos" baseando-se no compromisso à "inerrância bíblica". Se alguém aceita a "plena" inspiração divina da Escritura — isto é, a superintendência de Deus no todo —, então, indubitavelmente, a doutrina da autoridade bíblica implica em "inerrância" de conteúdo. Mas a fé cristã mal pode esperar para expor suas declarações mediante o repúdio à crítica histórica. Fazer isso implicaria que, a fim de sustentar sua posição, teria de recorrer a interpretações não-críticas da história. A "alta crítica", a qual é por muitíssimas vezes perseguida com pressuposições arbitrárias, que promovem conclusões injustificáveis, o crente deve responder com crítica sã, que seja bem-sucedida em legitimar as suposições e conceder vereditos defensíveis.

O cristianismo evangélico deveria advogar a inerrância das Escrituras como um compromisso teológico sadio, algo que seja consistente com o que a Bíblia diz acerca de si mesma. Mas não precisa repudiar a integridade cristã de todos os que não com partilhem desse compromisso, nem considerá-los como desesperadamente apóstatas. J. Gresham Machen, brilhante apologista evangélico das décadas de 1920 e 1930 e fiel defensor da inerrância escriturística, escreveu que a doutrina da inspiração plenária "é negada não apenas pelos adversários liberais do Cristianismo, como também por muitos cristãos verdadeiros... por muitos da igreja moderna... que aceitam a mensagem central da Bíblia e, não obstante, acreditam que a mensagem chegou até nós tão somente pela autoridade de testemunhas fidedignas, que não foram ajudadas em sua obra literária por alguma direção sobrenatural do Espírito de Deus. Há muitos que crêem que a Bíblia é verdadeira em seu tema central, em sua narrativa da obra de redenção de Cristo, e ao mesmo tempo acreditam que ela contém muitos erros. Tais pessoas não são na verdade liberais, mas cristãos, porque aceitam como verdadeira a mensagem sobre a qual o Cristianismo se apóia" (Christianity and Liberalism,p. 75). 

Contudo, o próprio Machen nunca titubeou em sua convicção de que a Bíblia inteira deve ser considerada "o âmago da autoridade". Estava convencido de que a doutrina da inerrância evita a instabilidade no expor a doutrina autoritária e os princípios morais. Insistia que uma interpretação "conciliatória" da Bíblia não é sustentável. Os "modernistas", que afirmam honrar a autoridade de Jesus Cristo em vez da autoridade das Escrituras, contradizem os ensinamentos de Jesus, visto que Jesus sustentava uma alta opinião a respeito das Escrituras. Além disso, a completa explanação da vida e obra de Jesus dependia de sua crucificação, ressurreição e ministério celestial, e era atribuída à inspiração do Espírito Santo nos apóstolos. E ilógico selecionar e escolher entre os ensinamentos efetuados por Jesus durante seu ministério terreno, somente aqueles elementos que servem às pressuposições de quem quer que seja.

No final das contas, a rejeição da plena fidedignidade das Escrituras pode levar alguém a atribuir a Jesus um propósito de vida diferente do exposto na Bíblia, qual seja, que Ele morreu e ressuscitou corporeamente, a fim de ser a fonte do perdão divino para os pecadores. A posição evangélica histórica é resumida nas palavras de Frank E. Gaebelein, editor geral de The Expositor*’ Bible Commentary.No prefácio desse comentário, Gaebelein fala sobre um "evangelicismo erudito, [que foi] comissionado à inspiração divina, à completa fidedignidade e à plena autoridade da Bíblia". A Escritura é autoritária e completamente digna de confiança, porque é divinamente inspirada. O teólogo luterano Francis Pieper correlaciona diretamente a autoridade da Bíblia com sua inspiração: "A autoridade divina das Escrituras baseia-se somente em sua natureza, em seu theopneustos”, isto é, em sua característica como "inspirada por Deus". J. I. Packer comenta que todo compromisso com a autenticidade da Bíblia deve, ao mesmo tempo, ser considerado como um compromisso com sua autoridade: "Afirmar a inerrância e infalibilidade da Bíblia é o mesmo que confessar fé (i) na origem divina da Bíblia e na autenticidade e fidedignidade de Deus. 

O valor desses termos está em que conservam os princípios da autoridade bíblica; pois declarações que não são absolutamente verdadeiras e confiáveis também não podem ser absolutamente autoritárias". Packer reforça esse argumento ao demonstrar que Jesus, os apóstolos e a Igreja Primitiva concordavam que o Antigo Testamento era não apenas totalmente digno de confiança, mas também autoritário. Sendo um cumprimento do Antigo Testamento, o Novo Testamento não tinha menos autoridade. Jesus delegou aos discípulos a sua própria autoridade nos ensinamentos que faziam, de modo que a Igreja Primitiva aceitou o que ensinavam. Como revelação de Deus, a Escritura permanece acima dos limites da afirmação humana. 

Trechos do livro: A origem da Bíblia de Philip Wesley Comfort.

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quarta-feira, 26 de março de 2014 1 comentários

Os novos reformados e a CALVINOLATRIA




Olá Cristãos, naturalmente vocês já ouviram falar em Idolatria, quando falamos em idolatria, imediatamente na cabeça dos evangélicos, surgem a ideia de “idolatria” a Maria, aos santos católicos, etc”.
Bom, mas o tema que quero tratar nesse post não é voltado a essa “idolatria” católica (recomendo estudo um pouco mais sobre esse assunto em site católicos), mas à idolatria presente no meio evangélico/protestante, especificamente no meio “reformado”. O termo reformado na Europa é restrito a zwinguilianos e calvinistas, e no Brasil é restrito aos calvinistas, mas esse post não vai de encontro aos calvinistas moderados, mas sim aos “CALVINOLATRAS”, isso mesmo Calvinolatras, pois em pleno século XXI e depois de mais de 500 anos de reforma protestante, retornou a ordem do dia, essa idolatria a homens.
Veja umas das frases do próprio Calvino:
"A mente do homem é como um depósito de idolatria e superstição; de modo que, se o homem confiar em sua própria mente, é certo que ele abandonará a Deus e inventará um ídolo, segundo sua própria razão". João Calvino


Eu já fui Calvinista, reconheço a importância  e contribuição do pecador Calvino para a fé cristã.

Também tenho muitos amigos Calvinistas, mas creio que eles sejam moderados. Mas essa vai para os que idolatram a pessoa de Calvino e o calvinismo, que irei chamar aqui de  Calvinolatras” os puxa-saco de Calvino, os famosos reformados do século XXI, onde a verdade está no calvinismo e não em CRISTO, e aí de quem discordar deles.

Em várias páginas de internet nas redes sociais e nos debates em grupo e em postagens, você pode notar algumas características e identificar os Calvinolatras.
Veja esse poste da página Agostinho de Hipona Depressivo Clique aqui:Agostinho Depressivo

Creio que agora você entendeu o que é um Calvinolatra.
 
Pois bem, continuando, segundo o Greg Dutcher, que
escreveu um livro apresentando atitudes que definem os "novos calvinistas" e ( ao meu ver Calvinolatras). Segundo o Dutcher, esses neo-calvinistas devem evitar:

- Amarem o calvinismo como um fim em si mesmo
- Tornarem-se teólogos em vez de discípulos
- Amarem a soberania de Deus em vez do próprio Deus
- Perderem a urgência da evangelização
- Recusarem-se a aprender de não-calvinistas
- Fecharem as "questões abertas" da Bíblia
- Agirem como um bando de arrogantes que tudo sabem
- Zombarem dos bloqueios emocionais que outros têm com o calvinismo

fontes: Greg Dutcher em Killing Calvinism: How to Destroy a Perfectly Good Theology from the Inside.


Pois é, infelizmente esse são os novos reformadores do século XXI, neo-calvinistas e Calvinolatras. Eles perdem mais tempo em redes sociais debatendo Calvino e sua teologia, do que evangelizando e levando às pessoas o amor e a graça de Cristo.

O que tenho notado em debates é que esses neo-calvinistas, Calvinolatras, não aceitam opinião contrária as suas, pra eles, a verdade está dentro desse sistema construído não pelo próprio Calvino, mas por seus seguidores, e aí de quem ousar agir diferente.  Pois, caso isso aconteça você será tachado de herege e se possível jogado na nova fogueira  da inquisição protestante do século XXI, e não será chamado de irmão em Cristo que pensa de uma forma diferente.  E acima de tudo há falta, de amor, misericórdia e humildade, características essenciais em um verdadeiro Cristão.

Quero deixar bem claro que não estou dizendo que em um debate, se você tem a sua ideologia, deve concordar com tudo, pois em um debate  tal atitude (discordar/concordar ) é normal, agora sair do debate do campo das ideias e tratar o seu  irmão por quem Cristo morreu de forma diferente, chamado ele de herege,  burro,  e coisas do tipo, é anticristão, muito feio, antiético, tenso, complicado.

 Com isso, também não estou querendo dizer que você não deve exercer discernimento e julgar as ATITUDES (pois pelos frutos conhecereis as arvores), mas julgar, desprezar seu irmão em Cristo, ao ponto de agir como um novo inquisidor, creio que isso não é um verdadeiro caráter de seguidores de Cristo.

Recentemente li  um artigo em um site calvinista, uns dos mais famosos “O Monergismo” ( Leia você também o artigo) no qual continha um artigo sobre Spurgeon , que é uns dos teólogos calvinistas mais influentes dos últimos séculos, o artigo tinha como o título  o seguinte :“ Estás certo que gosta de Spurgeon?” 

Umas das frases ditas por Spurgeon e exposta nesse artigo dizia o seguinte:

"Eu pessoalmente acredito que não seja possível pregar a Cristo e Ele crucificado, a menos que estejamos pregando o que hoje é conhecido como Calvinismo. O Calvinismo é apenas um apelido; o Calvinismo é o evangelho e nada mais” [ retirado do livro: Spurgeon: “Uma Defesa do Calvinismo”]

Mas quem disse que o Evangelho de Cristo precisa de apelido? E que disse que o calvinismo é o Evangelho, foi Cristo, ou foi homens?

Outra fase notável do Spurgeon diz o seguinte:

“Não sirvo ao deus dos arminianos de modo algum; não tenho nada com ele, e não me inclino diante do Baal que eles têm erigido; ele não é meu Deus, nem jamais o será; não o temo, não tremo em sua presença...[...], não tem nenhuma relação com meu Deus, nem no mínimo grau possível. Ele pode ter uma relação com Astarote ou Baal, porém Jeová nunca foi ou pode ser seu nome”. [ Spurgeon's Sermons, vol. 6 (Baker, 1989), p.241].

Ao meu ver,  afirmar que os irmãos Arminianos são adoradores de  Baal, é muito tenso, é uma coisa muito séria.

“Outra observação que quero registrar é que, eu não estou dizendo que não podemos ter referências teológicas, mas que acima de tudo deve prevalecer amor, respeito, humildade, misericórdia, não se achar superior aos outros porque creem de forma diferente,  mas infelizmente existem pessoas que são levadas pela soberba e arrogância, e não vejo esse exemplo na figura e nos mandamentos determinados por Cristo.

Sobre a humildade em estudos/debates deixo essa frase do Hugo de São Victor:

"Ora, o princípio do [estudo] é a humildade. Embora as lições da humildade sejam muitas, as três seguintes são de especial importância para o estudante: primeira, que não considere desprezível nenhum conhecimento e nenhum escrito; segunda, que não tenha vergonha de aprender de ninguém; e terceira, que, ao conseguir aprender por si mesmo, não encare ninguém com desprezo." 
Quando um irmão em Cristo decidi ler algum artigo, livro, frases ou assistir pregações de irmão que não seja Calvinista, e comenta sobre isso com alguns calvinistas e calvinolatras,  o que acontece é que eles não demoram muito em afirmar, que não vale a pena perder tempo lendo, estudando, assistindo coisas heréticas (detalhe pra eles qualquer pensamento/ideologia fora do calvinismo é heresia)

Esses debates deveriam ser somente no campo das ideias, mas infelizmente existem cristãos Calvinolatras que agem como os donos da verdade, a verdade está no calvinismo e ponto final, “o calvinismo é o evangelho”. (Isso se aplica a qualquer outro sistema que se diz ser a verdade), dai citam vários teólogos ao longo da história do cristianismo que criam de forma semelhante, mas esquecem de que nem tudo na história foi registrado e com certeza existiam pessoas que criam  de forma diferentes, mas devido às relações de poder e jogo político/teologicos foram perseguidos/torturados/condenados como hereges.

Enfim, meus irmãos, quero deixar uma exortação para nós ditos “Cristãos” que não há problema em se identificar, ou estudar uma linha teológica/sistema teológico, mas que antes de tudo devemos seguir a Cristo e meditar no que ele pregava e suas atitudes para com todos, o que importa é ser seguidor/discípulo de Cristo, o resto é só complemento.


Antes de sermos Calvinistas, Arminianos, Luteranos, Anglicanos, Molinistas e etc, temos que ser Cristãos, fiéis seguidores de CRISTO. Prefiro e me contento com o termo Cristão e quero pregar exatamente o que Cristo pregou (Graça, amor, misericórdia, esperança e juízo para com os que rejeitam Ele).
 

A marca do verdadeiro Cristão é o Amor, ser Cristão é ser discípulo de Cristo, seguir seus passos e buscar agir como o nosso humilde mestre.
Que Deus abençoe a todos, e que vivamos com amor, amando ao nosso Deus acima de todas as COISAS e ao nosso próximo com a si mesmo. graça e Paz.

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segunda-feira, 24 de março de 2014 1 comentários

Eterna: "Spiritus Dei" Novo álbum.

A banda Eterna anunciou seu novo álbum chamado de " Spiritus Dei" para 2014
O novo álbum contará com 10 músicas em português e duas em inglês.


Confiram o tracklist do novo álbum "Spiritus Die" :

01. “Spiritus Die”
02. “Forte Brado”
03. “Medo”
04. “Turning Back”
05. “Do outro lado”
06. “A chama”
07. “Sétimo”
08. “Só quero você”
09. “Eu sei”
10. “Anjo de Luz”
11. “Jesus”
12. “Em teus braços”
13. “Lembra-te - Versão acústica”
Com novo vocalista "Neno Fernando" e com um novo vídeo, o Eterna retorna as primícias cantando as músicas em português.  Vejam também o novo vídeo da banda mostrando uma bela balada digna de Hard Rock e com uma letra maravilhosa.
A atual formação da banda:
- Neno Fernando - Vocal
- Paulo Frade - Guitarra
- Jason Freitas - Contra-Baixo
- José Cardillo - Teclados
- Gerson Reyes - Bateria.




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domingo, 23 de março de 2014 0 comentários

Cristo morreu por mim e por você.




Todo nós somos pecadores. Diariamente transgredimos a lei de Deus. E sendo assim, como DEUS é Santo, Puro e Justo merecíamos a morte e sermos jogados no inferno.

Porque o salário do pecado é a morte. Romanos 6:23a,

Mas o Cristo/Deus se fez carne e habitou entre nós.

Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus. 2 Coríntios 5:21

E como diz a música "cálice do Metal Nobre "ELE morreu por mim e por você".

Uns dos seus lemas de Cristo era:
Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento. Mateus 9:13

Então se vc sabe que é pecador, se arrependa e creia/confie em Cristo.

Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. Marcos 16:16

Pois, "o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor". Romanos 6:23

Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.
Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.
Mateus 11:28-30

Confie na palavra de Deus.

Tu és bondoso e perdoador, Senhor, rico em graça para com todos os que te invocam. Salmos 86:5

Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo.
Pois com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa para salvação.
Como diz a Escritura: "Todo o que nele confia jamais será envergonhado".

Não há diferença entre judeus e gentios, pois o mesmo Senhor é Senhor de todos e abençoa ricamente todos os que o invocam,
porque "todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo".
Romanos 10:9-13
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domingo, 2 de março de 2014 0 comentários

Dale Thompson: Porque eu me aposentei do Bride



O vocalista da lendária banda do metal cristão "Bride", anunciou em seu facebook o motivo de o Bride ter se aposentado e seus novos projetos.
Confiram a sua postagem abaixo:

Por que eu me aposentei da Bride ? Antes da morte trágica do meu bom amigo e segundo guitarrista Steve Osborne Bride não tinha jogado um show ao vivo em mais de 7 anos . Nós éramos uma banda ativa de trabalho até a pele para pele . Depois a vida se tornou complicada e os membros começaram a viver a vida fora da Bride. Nossos amigos e fãs queriam mais músicas do Bride então depois de um longo trecho (talvez 4 anos) depois de pele para pele Troy e eu escrevi canções para um novo projeto. Chamamos esse projeto Tsar Bomba e dedicamos aos nossos amigos e fãs, porque nós sentimos como devíamos vocês outro projeto. Este foi um projeto incrível e Troy e Steve tocaram juntos melhor do que nunca tinha jogado . Depois de Tsar Bomba Troy e eu decidi sair com uma nota alta . Tsar Bomba foi verdadeiramente nosso " Snakes in the Playground Parte 2 " em nossas mentes. Nós não tivemos nenhuma razão para gravar novamente para que viveu a vida . A vida se virou para mim , pessoalmente . Depois de Tsar Bomba tudo na minha vida pessoal mudou . Liguei para Troy em algum momento e disse a ele que precisava dizer alguma coisa e eu tinha letras. Perguntei-lhe se ele estava trabalhando em novas músicas e se sentiu inspirado? Ele disse que sim . A essa altura, Steve Osborne tinha ido embora e só Troy iria jogar tudo no novo projeto. Incorporamos novos jogadores e eu derramei o meu coração como parte de um processo de cura para as coisas que haviam ocorrido tragicamente tudo de uma vez na minha vida. O CD é chamado de " Incorruptível " e foi remédio para a minha alma . Não há nenhuma outra razão para a noiva se aposentar com exceção de " I Dale Thompson disse tudo o que eu precisava dizer nesta carreira e não tenho nada a dizer como o cantor de Bride ". Pessoalmente, eu estou começando uma nova banda na Nova Zelândia e refletirá a minha nova vida , o meu novo começo e meu novo começo " .
Para qualquer um a dizer ou sugerir que a aposentadoria de BRIDE tem nada a ver com qualquer um fora da BRIDE é infundada e ridícula.

Fontes: Facebook oficial do Dale Thompson


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domingo, 30 de março de 2014

A origem da Bíblia: Autoridade e Inerrância Bíblia


A palavra "bíblia" é derivada do latim, proveniente da palavra grega bíblia(livros), que diz respeito especificamenle ,aos livros que são reconhecidos como canônicos pela Igreja cristã. Nesse sentido, acredita-se estar o uso cristão mais
antigo da expressão ta bíblia(os livros) na epístola de 2 Cle­mente 2.14 (c. 150 d.C.): "Os livros e os apóstolos declaram que a Igreja... existe desde o princípio" (compare Dn 9.2: "Eu, Daniel, entendi pelos livros...", cuja referência é ao corpus dos escritos proféticos do Antigo Testamento).
O vocábulo grego bíblion (do qual bíblia é o plural) é o diminutivo de biblos, que na prática denota qualquer tipo de documento
escrito, mas originalmente aquele que foi escrito em papiro.
Um termo sinônimo de "a Bíblia" é "os escritos" ou "as escrituras" (em grego hai grapltai, ta grammata),freqüentemente usado no Novo Testamento para designar, no todo ou em par­te, os documentos do Antigo Testamento.
Por exemplo, Mateus 21.42 diz: "Nunca lestes nas Escrituras?" (en tais graphais).A passagem paralela, Marcos 12.10, traz o singular, referindo-se ao particular texto citado: "Ainda não lestes esta Escritura?"
(ten graphen tauteri). Em 2 Timóteo 3.15, temos "as sagra­das letras" (ta hiera grammata), e o versículo seguinte (ARA) diz: "Toda Escritura é inspirada por Deus" (pasagraphe theopneustos). Em 2 Pedro 3.16, "todas" as epísto­las de Paulo são incluídas junto com "as outras Escritu­ras" (tas loipas graphas ), as quais presumem-se que sejam os escritos do Antigo Testamento e provavelmente os evangelhos também.
O Novo Testamento
Os primeiros documentos do Novo Testamento a serem escritos foram as primeiras epístolas de Paulo. Estas (junto, possivelmente, com a epístola de Tiago) foram compostas entre 48 e 60 d.C., antes mesmo que o mais antigo dos Evangelhos fosse escrito. Os quatro evangelhos pertencem às décadas entre 60 e 100 d.C., e é também a esse período que se atribui todos (ou quase todos) os outros escritos do Novo Testamento. Enquanto a composição dos livros do Antigo Testamento se estendeu por um período de mil anos ou mais, os livros do Novo Testamento foram escritos em menos de um século.
A autoridade da Bíblia.
Nas Escrituras, o caráter e a vontade de Deus, o significado da existência humana, a natureza do reino espiritual e os propósitos de Deus para os seres humanos de todas as épocas estão expostos de forma propositadamente inteligível, de sorte que todos podem compreender. A Bíblia proclama de maneira objetiva os critérios pelos quais Deus julga as pessoas e as nações, e os meios para a recuperação moral e a restauração à comunhão pessoal com Ele. O naturalismo moderno refuta a autoridade bíblica e ataca a afirmação de que a Bíblia é a Palavra escrita de Deus, ou seja, que é uma revelação transcendente da mente e vontade de Deus em uma forma objetiva de literatura. A autoridade escriturística é o foco da polêmica tanto na controvérsia a respeito da religião revelada quanto no conflito moderno relacionado com os valores civilizacionais.
Alta Crítica
Mas a alta crítica proporcionou alguns reversos espetaculares e até mesmo atordoantes, principalmente através de achados arqueológicos. Já não há mais sustentação para afirmar que as glórias da época do rei Salomão sejam uma fabricação literária, que "Jeová", o Deus redentor dos hebreus, fosse desconhecido antes dos profetas do século VIII, ou que a exposição de fatos feita por Esdras acerca do cativeiro babilônico seja imaginária. Os arqueólogos localizaram as minas de cobre dos dias de Salomão, que há muito estavam perdidas. Tabuinhas de argila encontradas em Ebla, perto de Alepo, confirmam que nomes parecidos com os dos patriarcas eram comuns entre os povos que viviam em Ebla pouco tempo antes que acontecessem os eventos registrados nos últimos capítulos de Gênesis.

John T. Robinson, crítico do Novo Testamento, admitiu em Redating the New Testament(1906), que a última datação dos livros do Novo Testamento feita pelos críticos não é nem um pouco convincente. Robinson argumentou que o fato de os evangelhos e as epístolas não mencionarem a destruição do templo em 70 d.C. é prova de que os escritos foram feitos antes, pois do contrário essa reviravolta nos acontecimentos teria sido usada apologeticamente pelos escritores. Entretanto, seria melhor chegar a datas de composição partindo daquilo que os escritores ensinam e de quem eles são, em vez de se basear no que os escritos não contêm. Também não é de bom tom ser guiado primariamente por uma suposta motivação apologética que sustente tais composições. Há muito que o ponto de vista "documentário" das Escrituras é considerado pelos eruditos não-evangélicos como a conquista mais firmemente estabelecida da crítica literária e histórica. A teoria de que as narrativas do Antigo Testamento são produto da "redação" de editores que combinaram relatos distintos em uma única narrativa tem tido — até recentemente — apoio de quase todos os prestimosos eruditos do Antigo Testamento fora dos círculos evangélicos. 

Mas a teoria, também conhecida como "hipótese documentária" ou "J-E-P-D"1 (cada letra representando um suposto documento), tem estado sob contestação em termos de montagem. Umberto Cassuto (1883-1951), que mantinha a cátedra da Bíblia na Universidade Hebraica de Jerusalém, repudiou a prevalecente noção dos críticos de que as narrativas bíblicas obtiveram sua unidade através da redação literária (edição), mas reteve as datas relativamente tardias para a completação do Pentateuco e do livro de Isaías (Biblical and Oriental Studies,publicado postumamente, 1973). Em entrevista concedida à revista Christianity Today,em 1959, Cyrus H. Gordon, destacado erudito judaico, rejeitou a idéia de que o uso de Elohim e Jeová, como nomes divergentes para Deus implica em diferentes fontes literárias ("Higher Critics and Forbidden Fruit")

Recentes pesquisas lingüísticas apóiam o argumento de que variações no estilo refletem o andamento e a disposição de espírito das narrativas, sendo menos provável que sejam identificadoras de supostos redatores. Robert Longacre arrazoou que "a suposição de divergentes fontes documentárias", como por exemplo, na história do dilúvio, é desnecessária e "obscurece em muito a estrutura verdadeira­mente elegante da história". Assim, pontos de vista críticos mais antigos que atribuem os ensinamentos das Escrituras não aos beneficiários originalmente nomeados da revelação divina, mas a redatores editoriais tardios, estão se colocando a si próprios sob nova crítica. Além disso, Bernard Childs argumentou persuasivamente contra a interpretação de que existem por detrás dos escritos canônicos fontes mais antigas e mais confiáveis, que os escritores bíblicos mitificaram no interesse do culto hebraico.
A Questão da Inerrância
A doutrina da autoridade bíblica tem sido subvertida por ataques em sua confiabilidade histórica e científica e por presumivelmente delinear seus ensinamentos de acordo com falíveis fontes humanas. Além disso, vez por outra, a doutrina é desnecessariamente toldada por radicais apologistas conservadores, que exageram o que a autoridade bíblica pressupõe e demanda. Alguns eruditos conservadores repudiam toda crítica histórica como hostil à autoridade bíblica e distinguem os cristãos "verdadeiros" dos "falsos" baseando-se no compromisso à "inerrância bíblica". Se alguém aceita a "plena" inspiração divina da Escritura — isto é, a superintendência de Deus no todo —, então, indubitavelmente, a doutrina da autoridade bíblica implica em "inerrância" de conteúdo. Mas a fé cristã mal pode esperar para expor suas declarações mediante o repúdio à crítica histórica. Fazer isso implicaria que, a fim de sustentar sua posição, teria de recorrer a interpretações não-críticas da história. A "alta crítica", a qual é por muitíssimas vezes perseguida com pressuposições arbitrárias, que promovem conclusões injustificáveis, o crente deve responder com crítica sã, que seja bem-sucedida em legitimar as suposições e conceder vereditos defensíveis.

O cristianismo evangélico deveria advogar a inerrância das Escrituras como um compromisso teológico sadio, algo que seja consistente com o que a Bíblia diz acerca de si mesma. Mas não precisa repudiar a integridade cristã de todos os que não com partilhem desse compromisso, nem considerá-los como desesperadamente apóstatas. J. Gresham Machen, brilhante apologista evangélico das décadas de 1920 e 1930 e fiel defensor da inerrância escriturística, escreveu que a doutrina da inspiração plenária "é negada não apenas pelos adversários liberais do Cristianismo, como também por muitos cristãos verdadeiros... por muitos da igreja moderna... que aceitam a mensagem central da Bíblia e, não obstante, acreditam que a mensagem chegou até nós tão somente pela autoridade de testemunhas fidedignas, que não foram ajudadas em sua obra literária por alguma direção sobrenatural do Espírito de Deus. Há muitos que crêem que a Bíblia é verdadeira em seu tema central, em sua narrativa da obra de redenção de Cristo, e ao mesmo tempo acreditam que ela contém muitos erros. Tais pessoas não são na verdade liberais, mas cristãos, porque aceitam como verdadeira a mensagem sobre a qual o Cristianismo se apóia" (Christianity and Liberalism,p. 75). 

Contudo, o próprio Machen nunca titubeou em sua convicção de que a Bíblia inteira deve ser considerada "o âmago da autoridade". Estava convencido de que a doutrina da inerrância evita a instabilidade no expor a doutrina autoritária e os princípios morais. Insistia que uma interpretação "conciliatória" da Bíblia não é sustentável. Os "modernistas", que afirmam honrar a autoridade de Jesus Cristo em vez da autoridade das Escrituras, contradizem os ensinamentos de Jesus, visto que Jesus sustentava uma alta opinião a respeito das Escrituras. Além disso, a completa explanação da vida e obra de Jesus dependia de sua crucificação, ressurreição e ministério celestial, e era atribuída à inspiração do Espírito Santo nos apóstolos. E ilógico selecionar e escolher entre os ensinamentos efetuados por Jesus durante seu ministério terreno, somente aqueles elementos que servem às pressuposições de quem quer que seja.

No final das contas, a rejeição da plena fidedignidade das Escrituras pode levar alguém a atribuir a Jesus um propósito de vida diferente do exposto na Bíblia, qual seja, que Ele morreu e ressuscitou corporeamente, a fim de ser a fonte do perdão divino para os pecadores. A posição evangélica histórica é resumida nas palavras de Frank E. Gaebelein, editor geral de The Expositor*’ Bible Commentary.No prefácio desse comentário, Gaebelein fala sobre um "evangelicismo erudito, [que foi] comissionado à inspiração divina, à completa fidedignidade e à plena autoridade da Bíblia". A Escritura é autoritária e completamente digna de confiança, porque é divinamente inspirada. O teólogo luterano Francis Pieper correlaciona diretamente a autoridade da Bíblia com sua inspiração: "A autoridade divina das Escrituras baseia-se somente em sua natureza, em seu theopneustos”, isto é, em sua característica como "inspirada por Deus". J. I. Packer comenta que todo compromisso com a autenticidade da Bíblia deve, ao mesmo tempo, ser considerado como um compromisso com sua autoridade: "Afirmar a inerrância e infalibilidade da Bíblia é o mesmo que confessar fé (i) na origem divina da Bíblia e na autenticidade e fidedignidade de Deus. 

O valor desses termos está em que conservam os princípios da autoridade bíblica; pois declarações que não são absolutamente verdadeiras e confiáveis também não podem ser absolutamente autoritárias". Packer reforça esse argumento ao demonstrar que Jesus, os apóstolos e a Igreja Primitiva concordavam que o Antigo Testamento era não apenas totalmente digno de confiança, mas também autoritário. Sendo um cumprimento do Antigo Testamento, o Novo Testamento não tinha menos autoridade. Jesus delegou aos discípulos a sua própria autoridade nos ensinamentos que faziam, de modo que a Igreja Primitiva aceitou o que ensinavam. Como revelação de Deus, a Escritura permanece acima dos limites da afirmação humana. 

Trechos do livro: A origem da Bíblia de Philip Wesley Comfort.

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quarta-feira, 26 de março de 2014

Os novos reformados e a CALVINOLATRIA




Olá Cristãos, naturalmente vocês já ouviram falar em Idolatria, quando falamos em idolatria, imediatamente na cabeça dos evangélicos, surgem a ideia de “idolatria” a Maria, aos santos católicos, etc”.
Bom, mas o tema que quero tratar nesse post não é voltado a essa “idolatria” católica (recomendo estudo um pouco mais sobre esse assunto em site católicos), mas à idolatria presente no meio evangélico/protestante, especificamente no meio “reformado”. O termo reformado na Europa é restrito a zwinguilianos e calvinistas, e no Brasil é restrito aos calvinistas, mas esse post não vai de encontro aos calvinistas moderados, mas sim aos “CALVINOLATRAS”, isso mesmo Calvinolatras, pois em pleno século XXI e depois de mais de 500 anos de reforma protestante, retornou a ordem do dia, essa idolatria a homens.
Veja umas das frases do próprio Calvino:
"A mente do homem é como um depósito de idolatria e superstição; de modo que, se o homem confiar em sua própria mente, é certo que ele abandonará a Deus e inventará um ídolo, segundo sua própria razão". João Calvino


Eu já fui Calvinista, reconheço a importância  e contribuição do pecador Calvino para a fé cristã.

Também tenho muitos amigos Calvinistas, mas creio que eles sejam moderados. Mas essa vai para os que idolatram a pessoa de Calvino e o calvinismo, que irei chamar aqui de  Calvinolatras” os puxa-saco de Calvino, os famosos reformados do século XXI, onde a verdade está no calvinismo e não em CRISTO, e aí de quem discordar deles.

Em várias páginas de internet nas redes sociais e nos debates em grupo e em postagens, você pode notar algumas características e identificar os Calvinolatras.
Veja esse poste da página Agostinho de Hipona Depressivo Clique aqui:Agostinho Depressivo

Creio que agora você entendeu o que é um Calvinolatra.
 
Pois bem, continuando, segundo o Greg Dutcher, que
escreveu um livro apresentando atitudes que definem os "novos calvinistas" e ( ao meu ver Calvinolatras). Segundo o Dutcher, esses neo-calvinistas devem evitar:

- Amarem o calvinismo como um fim em si mesmo
- Tornarem-se teólogos em vez de discípulos
- Amarem a soberania de Deus em vez do próprio Deus
- Perderem a urgência da evangelização
- Recusarem-se a aprender de não-calvinistas
- Fecharem as "questões abertas" da Bíblia
- Agirem como um bando de arrogantes que tudo sabem
- Zombarem dos bloqueios emocionais que outros têm com o calvinismo

fontes: Greg Dutcher em Killing Calvinism: How to Destroy a Perfectly Good Theology from the Inside.


Pois é, infelizmente esse são os novos reformadores do século XXI, neo-calvinistas e Calvinolatras. Eles perdem mais tempo em redes sociais debatendo Calvino e sua teologia, do que evangelizando e levando às pessoas o amor e a graça de Cristo.

O que tenho notado em debates é que esses neo-calvinistas, Calvinolatras, não aceitam opinião contrária as suas, pra eles, a verdade está dentro desse sistema construído não pelo próprio Calvino, mas por seus seguidores, e aí de quem ousar agir diferente.  Pois, caso isso aconteça você será tachado de herege e se possível jogado na nova fogueira  da inquisição protestante do século XXI, e não será chamado de irmão em Cristo que pensa de uma forma diferente.  E acima de tudo há falta, de amor, misericórdia e humildade, características essenciais em um verdadeiro Cristão.

Quero deixar bem claro que não estou dizendo que em um debate, se você tem a sua ideologia, deve concordar com tudo, pois em um debate  tal atitude (discordar/concordar ) é normal, agora sair do debate do campo das ideias e tratar o seu  irmão por quem Cristo morreu de forma diferente, chamado ele de herege,  burro,  e coisas do tipo, é anticristão, muito feio, antiético, tenso, complicado.

 Com isso, também não estou querendo dizer que você não deve exercer discernimento e julgar as ATITUDES (pois pelos frutos conhecereis as arvores), mas julgar, desprezar seu irmão em Cristo, ao ponto de agir como um novo inquisidor, creio que isso não é um verdadeiro caráter de seguidores de Cristo.

Recentemente li  um artigo em um site calvinista, uns dos mais famosos “O Monergismo” ( Leia você também o artigo) no qual continha um artigo sobre Spurgeon , que é uns dos teólogos calvinistas mais influentes dos últimos séculos, o artigo tinha como o título  o seguinte :“ Estás certo que gosta de Spurgeon?” 

Umas das frases ditas por Spurgeon e exposta nesse artigo dizia o seguinte:

"Eu pessoalmente acredito que não seja possível pregar a Cristo e Ele crucificado, a menos que estejamos pregando o que hoje é conhecido como Calvinismo. O Calvinismo é apenas um apelido; o Calvinismo é o evangelho e nada mais” [ retirado do livro: Spurgeon: “Uma Defesa do Calvinismo”]

Mas quem disse que o Evangelho de Cristo precisa de apelido? E que disse que o calvinismo é o Evangelho, foi Cristo, ou foi homens?

Outra fase notável do Spurgeon diz o seguinte:

“Não sirvo ao deus dos arminianos de modo algum; não tenho nada com ele, e não me inclino diante do Baal que eles têm erigido; ele não é meu Deus, nem jamais o será; não o temo, não tremo em sua presença...[...], não tem nenhuma relação com meu Deus, nem no mínimo grau possível. Ele pode ter uma relação com Astarote ou Baal, porém Jeová nunca foi ou pode ser seu nome”. [ Spurgeon's Sermons, vol. 6 (Baker, 1989), p.241].

Ao meu ver,  afirmar que os irmãos Arminianos são adoradores de  Baal, é muito tenso, é uma coisa muito séria.

“Outra observação que quero registrar é que, eu não estou dizendo que não podemos ter referências teológicas, mas que acima de tudo deve prevalecer amor, respeito, humildade, misericórdia, não se achar superior aos outros porque creem de forma diferente,  mas infelizmente existem pessoas que são levadas pela soberba e arrogância, e não vejo esse exemplo na figura e nos mandamentos determinados por Cristo.

Sobre a humildade em estudos/debates deixo essa frase do Hugo de São Victor:

"Ora, o princípio do [estudo] é a humildade. Embora as lições da humildade sejam muitas, as três seguintes são de especial importância para o estudante: primeira, que não considere desprezível nenhum conhecimento e nenhum escrito; segunda, que não tenha vergonha de aprender de ninguém; e terceira, que, ao conseguir aprender por si mesmo, não encare ninguém com desprezo." 
Quando um irmão em Cristo decidi ler algum artigo, livro, frases ou assistir pregações de irmão que não seja Calvinista, e comenta sobre isso com alguns calvinistas e calvinolatras,  o que acontece é que eles não demoram muito em afirmar, que não vale a pena perder tempo lendo, estudando, assistindo coisas heréticas (detalhe pra eles qualquer pensamento/ideologia fora do calvinismo é heresia)

Esses debates deveriam ser somente no campo das ideias, mas infelizmente existem cristãos Calvinolatras que agem como os donos da verdade, a verdade está no calvinismo e ponto final, “o calvinismo é o evangelho”. (Isso se aplica a qualquer outro sistema que se diz ser a verdade), dai citam vários teólogos ao longo da história do cristianismo que criam de forma semelhante, mas esquecem de que nem tudo na história foi registrado e com certeza existiam pessoas que criam  de forma diferentes, mas devido às relações de poder e jogo político/teologicos foram perseguidos/torturados/condenados como hereges.

Enfim, meus irmãos, quero deixar uma exortação para nós ditos “Cristãos” que não há problema em se identificar, ou estudar uma linha teológica/sistema teológico, mas que antes de tudo devemos seguir a Cristo e meditar no que ele pregava e suas atitudes para com todos, o que importa é ser seguidor/discípulo de Cristo, o resto é só complemento.


Antes de sermos Calvinistas, Arminianos, Luteranos, Anglicanos, Molinistas e etc, temos que ser Cristãos, fiéis seguidores de CRISTO. Prefiro e me contento com o termo Cristão e quero pregar exatamente o que Cristo pregou (Graça, amor, misericórdia, esperança e juízo para com os que rejeitam Ele).
 

A marca do verdadeiro Cristão é o Amor, ser Cristão é ser discípulo de Cristo, seguir seus passos e buscar agir como o nosso humilde mestre.
Que Deus abençoe a todos, e que vivamos com amor, amando ao nosso Deus acima de todas as COISAS e ao nosso próximo com a si mesmo. graça e Paz.

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segunda-feira, 24 de março de 2014

Eterna: "Spiritus Dei" Novo álbum.

A banda Eterna anunciou seu novo álbum chamado de " Spiritus Dei" para 2014
O novo álbum contará com 10 músicas em português e duas em inglês.


Confiram o tracklist do novo álbum "Spiritus Die" :

01. “Spiritus Die”
02. “Forte Brado”
03. “Medo”
04. “Turning Back”
05. “Do outro lado”
06. “A chama”
07. “Sétimo”
08. “Só quero você”
09. “Eu sei”
10. “Anjo de Luz”
11. “Jesus”
12. “Em teus braços”
13. “Lembra-te - Versão acústica”
Com novo vocalista "Neno Fernando" e com um novo vídeo, o Eterna retorna as primícias cantando as músicas em português.  Vejam também o novo vídeo da banda mostrando uma bela balada digna de Hard Rock e com uma letra maravilhosa.
A atual formação da banda:
- Neno Fernando - Vocal
- Paulo Frade - Guitarra
- Jason Freitas - Contra-Baixo
- José Cardillo - Teclados
- Gerson Reyes - Bateria.




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domingo, 23 de março de 2014

Cristo morreu por mim e por você.




Todo nós somos pecadores. Diariamente transgredimos a lei de Deus. E sendo assim, como DEUS é Santo, Puro e Justo merecíamos a morte e sermos jogados no inferno.

Porque o salário do pecado é a morte. Romanos 6:23a,

Mas o Cristo/Deus se fez carne e habitou entre nós.

Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus. 2 Coríntios 5:21

E como diz a música "cálice do Metal Nobre "ELE morreu por mim e por você".

Uns dos seus lemas de Cristo era:
Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento. Mateus 9:13

Então se vc sabe que é pecador, se arrependa e creia/confie em Cristo.

Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. Marcos 16:16

Pois, "o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor". Romanos 6:23

Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.
Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.
Mateus 11:28-30

Confie na palavra de Deus.

Tu és bondoso e perdoador, Senhor, rico em graça para com todos os que te invocam. Salmos 86:5

Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo.
Pois com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa para salvação.
Como diz a Escritura: "Todo o que nele confia jamais será envergonhado".

Não há diferença entre judeus e gentios, pois o mesmo Senhor é Senhor de todos e abençoa ricamente todos os que o invocam,
porque "todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo".
Romanos 10:9-13
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domingo, 2 de março de 2014

Dale Thompson: Porque eu me aposentei do Bride



O vocalista da lendária banda do metal cristão "Bride", anunciou em seu facebook o motivo de o Bride ter se aposentado e seus novos projetos.
Confiram a sua postagem abaixo:

Por que eu me aposentei da Bride ? Antes da morte trágica do meu bom amigo e segundo guitarrista Steve Osborne Bride não tinha jogado um show ao vivo em mais de 7 anos . Nós éramos uma banda ativa de trabalho até a pele para pele . Depois a vida se tornou complicada e os membros começaram a viver a vida fora da Bride. Nossos amigos e fãs queriam mais músicas do Bride então depois de um longo trecho (talvez 4 anos) depois de pele para pele Troy e eu escrevi canções para um novo projeto. Chamamos esse projeto Tsar Bomba e dedicamos aos nossos amigos e fãs, porque nós sentimos como devíamos vocês outro projeto. Este foi um projeto incrível e Troy e Steve tocaram juntos melhor do que nunca tinha jogado . Depois de Tsar Bomba Troy e eu decidi sair com uma nota alta . Tsar Bomba foi verdadeiramente nosso " Snakes in the Playground Parte 2 " em nossas mentes. Nós não tivemos nenhuma razão para gravar novamente para que viveu a vida . A vida se virou para mim , pessoalmente . Depois de Tsar Bomba tudo na minha vida pessoal mudou . Liguei para Troy em algum momento e disse a ele que precisava dizer alguma coisa e eu tinha letras. Perguntei-lhe se ele estava trabalhando em novas músicas e se sentiu inspirado? Ele disse que sim . A essa altura, Steve Osborne tinha ido embora e só Troy iria jogar tudo no novo projeto. Incorporamos novos jogadores e eu derramei o meu coração como parte de um processo de cura para as coisas que haviam ocorrido tragicamente tudo de uma vez na minha vida. O CD é chamado de " Incorruptível " e foi remédio para a minha alma . Não há nenhuma outra razão para a noiva se aposentar com exceção de " I Dale Thompson disse tudo o que eu precisava dizer nesta carreira e não tenho nada a dizer como o cantor de Bride ". Pessoalmente, eu estou começando uma nova banda na Nova Zelândia e refletirá a minha nova vida , o meu novo começo e meu novo começo " .
Para qualquer um a dizer ou sugerir que a aposentadoria de BRIDE tem nada a ver com qualquer um fora da BRIDE é infundada e ridícula.

Fontes: Facebook oficial do Dale Thompson


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