terça-feira, 8 de outubro de 2013

O legado da Reforma Protestante

Por Alexandre Amin de Oliveira


Que dias gloriosos, quando o homem retornou ao entendimento de que deveria viver para a Glória do seu Senhor; e que para isto, as Sagradas Escrituras bastavam.

Dia 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero afixou na porta da Igreja-Castelo de Wittenberg suas 95 Teses, que tratavam principalmente sobre penitência, indulgências e a salvação pela fé somente. Este foi o estopim da Reforma Protestante, que há anos vinha sendo abastecida com muita pólvora, e que quando foi acesa abalou o mundo.

Mas a única forma de entender o que foi a Reforma e o que ela significou para a história do cristianismo é analisando a situação espiritual da época.

Três tipos de ansiedade estavam presentes na Baixa Idade Média: Morte, culpa e perda de sentido. Estes sintomas tinham causas profundas, que começavam com a intensa crise agrária e se intensificavam com as pestes que devastaram pelo menos um terço da população europeia.

A morte era um tema usual, e a igreja vigente tomou proveito desta situação para expandir seu domínio religioso e político.

Entre os muitos abusos do catolicismo medieval, se encontram: O abuso papal, com a implementação de um complexo sistema de penitências visando lucro e não o arrependimento; A pretensão papal, ou seja, a reivindicação papal quanto à autoridade apostólica como cabeça da igreja, considerando a si mesmo santo e infalível, o vigário de Cristo; O cativeiro da Palavra, quando a leitura e a interpretação bíblica estava somente em poder dos eruditos e bispos; A exaltação do monasticismo, de forma que acreditava-se que aqueles que viviam em mosteiros viviam uma vida espiritual superior; A mediação usurpada, que era a crença de que a humanidade poderia recorrer à Maria, aos santos e aos sacramentos como forma de obter mediação com Deus; O papel das boas obras, afirmando que para a graça não bastava para a salvação; entre muitos outros abusos.

A resposta protestante a estes abusos deu-se em cinco gritos de guerra ou lemas da Reforma:

(1) Sola Scriptura – Somente a Escritura possui autoridade absoluta, de forma que  os cristãos devem ser guiados pela Bíblia, a igreja deve se submeter aos seus ensinamentos e os governantes devem subordinar-se aos valores da Palavra de Deus.

(2) Sola Gratia –  Somente a Graça, ensinando que nossa salvação é iniciado e completada apenas pela Graça Soberana de Deus.

(3) Sola Fide –  Somente a Fé é o meio pela qual a justificação chega ao pecador.

(4) Solus Christus –  Somente Cristo, tanto a graça quanto a fé enfatizam que a salvação é somente por meio de Cristo, ou seja, Cristo é o único Salvador.

(5) Soli Deo Gloria –  A Glória somente a Deus, enfatizando que o principal propósito do homem é glorificar a Deus em todas as suas atitudes, e que o principal deleite do homem é louvar a Deus.

Com estes lemas principais, a Reforma Protestante foi tomando forma, e trouxe uma esperança jamais imaginada pelos habitantes da Europa Medieval, uma esperança bíblica que havia sido escondida e manipulada pelos poderosos.

A Reforma tomou proporções inimagináveis, alcançando diversas partes do mundo. Neste ponto deve ser mencionado que a Reforma de forma alguma foi um movimento humano, mas divino, operado pelo Espírito Santo de Deus, que moveu homens dispostos a proclamar as verdades bíblicas a qualquer custo, nem que isto os levasse à morte, como de fato aconteceu. Alguns destes homens foram: John Wycliffe (1324-1384) e John Hus (1372-1415), os precursores da Reforma; Martinho Lutero (1483-1546) e Ulrico Zuínglio (1484-1531), os Reformadores da Primeira Geração; João Calvino (1509-1564), Philip Melanchthon (1497-1560) e John Knox (1513-1572), os Reformadores da Segunda Geração; entre centenas de outros.

Reformar é necessário, e este era o lema de Calvino: “Igreja reformada, sempre se reformando”. Porém, é necessário entender que essa reforma não é inovação, modernização do conteúdo da fé, mas sim restauração do entendimento desse conteúdo, e isso implica em olhar para frente compreendendo o que a relação em Cristo nos legou. Assim, a questão não se impõe com novos métodos, mas sim com o velho método, que nos faz voltar sempre à Palavra, extraindo dela aquilo que de fato ela ensina. A Palavra é a referência, e assim deve permanecer.

Cremos que a vida cristã deve ser dirigida pela Palavra de Deus, por isso devemos produzir Reforma, e acima de tudo sermos reformados, a fim de viver plenamente. Essa foi a promessa de Deus e é o Seu desejo, conforme falou por Josué ao Seu povo: “Não cesses de falar deste livro da Lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem sucedido” (Js 1:8).

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O legado da Reforma Protestante

Por Alexandre Amin de Oliveira


Que dias gloriosos, quando o homem retornou ao entendimento de que deveria viver para a Glória do seu Senhor; e que para isto, as Sagradas Escrituras bastavam.

Dia 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero afixou na porta da Igreja-Castelo de Wittenberg suas 95 Teses, que tratavam principalmente sobre penitência, indulgências e a salvação pela fé somente. Este foi o estopim da Reforma Protestante, que há anos vinha sendo abastecida com muita pólvora, e que quando foi acesa abalou o mundo.

Mas a única forma de entender o que foi a Reforma e o que ela significou para a história do cristianismo é analisando a situação espiritual da época.

Três tipos de ansiedade estavam presentes na Baixa Idade Média: Morte, culpa e perda de sentido. Estes sintomas tinham causas profundas, que começavam com a intensa crise agrária e se intensificavam com as pestes que devastaram pelo menos um terço da população europeia.

A morte era um tema usual, e a igreja vigente tomou proveito desta situação para expandir seu domínio religioso e político.

Entre os muitos abusos do catolicismo medieval, se encontram: O abuso papal, com a implementação de um complexo sistema de penitências visando lucro e não o arrependimento; A pretensão papal, ou seja, a reivindicação papal quanto à autoridade apostólica como cabeça da igreja, considerando a si mesmo santo e infalível, o vigário de Cristo; O cativeiro da Palavra, quando a leitura e a interpretação bíblica estava somente em poder dos eruditos e bispos; A exaltação do monasticismo, de forma que acreditava-se que aqueles que viviam em mosteiros viviam uma vida espiritual superior; A mediação usurpada, que era a crença de que a humanidade poderia recorrer à Maria, aos santos e aos sacramentos como forma de obter mediação com Deus; O papel das boas obras, afirmando que para a graça não bastava para a salvação; entre muitos outros abusos.

A resposta protestante a estes abusos deu-se em cinco gritos de guerra ou lemas da Reforma:

(1) Sola Scriptura – Somente a Escritura possui autoridade absoluta, de forma que  os cristãos devem ser guiados pela Bíblia, a igreja deve se submeter aos seus ensinamentos e os governantes devem subordinar-se aos valores da Palavra de Deus.

(2) Sola Gratia –  Somente a Graça, ensinando que nossa salvação é iniciado e completada apenas pela Graça Soberana de Deus.

(3) Sola Fide –  Somente a Fé é o meio pela qual a justificação chega ao pecador.

(4) Solus Christus –  Somente Cristo, tanto a graça quanto a fé enfatizam que a salvação é somente por meio de Cristo, ou seja, Cristo é o único Salvador.

(5) Soli Deo Gloria –  A Glória somente a Deus, enfatizando que o principal propósito do homem é glorificar a Deus em todas as suas atitudes, e que o principal deleite do homem é louvar a Deus.

Com estes lemas principais, a Reforma Protestante foi tomando forma, e trouxe uma esperança jamais imaginada pelos habitantes da Europa Medieval, uma esperança bíblica que havia sido escondida e manipulada pelos poderosos.

A Reforma tomou proporções inimagináveis, alcançando diversas partes do mundo. Neste ponto deve ser mencionado que a Reforma de forma alguma foi um movimento humano, mas divino, operado pelo Espírito Santo de Deus, que moveu homens dispostos a proclamar as verdades bíblicas a qualquer custo, nem que isto os levasse à morte, como de fato aconteceu. Alguns destes homens foram: John Wycliffe (1324-1384) e John Hus (1372-1415), os precursores da Reforma; Martinho Lutero (1483-1546) e Ulrico Zuínglio (1484-1531), os Reformadores da Primeira Geração; João Calvino (1509-1564), Philip Melanchthon (1497-1560) e John Knox (1513-1572), os Reformadores da Segunda Geração; entre centenas de outros.

Reformar é necessário, e este era o lema de Calvino: “Igreja reformada, sempre se reformando”. Porém, é necessário entender que essa reforma não é inovação, modernização do conteúdo da fé, mas sim restauração do entendimento desse conteúdo, e isso implica em olhar para frente compreendendo o que a relação em Cristo nos legou. Assim, a questão não se impõe com novos métodos, mas sim com o velho método, que nos faz voltar sempre à Palavra, extraindo dela aquilo que de fato ela ensina. A Palavra é a referência, e assim deve permanecer.

Cremos que a vida cristã deve ser dirigida pela Palavra de Deus, por isso devemos produzir Reforma, e acima de tudo sermos reformados, a fim de viver plenamente. Essa foi a promessa de Deus e é o Seu desejo, conforme falou por Josué ao Seu povo: “Não cesses de falar deste livro da Lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem sucedido” (Js 1:8).

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