quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Entrevista com a grande banda -> As i lay dying



Nome do entrevistado:
Tim Lambesis 
Nome da Banda:
As I Lay Dyng 
Data da entrevista:
08/10/2010 




Entrevista:
As I Lay Dyng é definitivamente A BANDA do momento na cena metal mundial, embora ainda seja praticamente ignorado pela mídia especializada no Brasil (perseguição quanto à ideologia da banda?). Aquilo que começou como uma despretenciosa banda cristã de garagem tornou-se um verdadeiro"monster of rock"  com shows concorridos onde se vê perambulando pelo backstage gente como Zack Wilde e Rob Halford, assim como tantas outra bandas que sairam da obscuridade para o brilho do reconhecimento público. O que chama a atenção para a banda é justamente o fato deles alardearem abertamente sua ideologia de vida, ou seja, o cristianismo. Quando digo ideologia de vida, tenho certeza que os puristas irão me malhar, mas o fato é que o AILD não soa e nem quer soar como banda religiosa, ou "gospel". A mensagem embutida em suas letras, em sua maioria do vocalista Tim Lambesis, não faz apologia de religião, mas incita as pessoas a pensarem no cerne da mensagem do Evangelho como resposta para as dores existenciais. Isso passa longe da resposta religiosa, mas algo prático que pode ser vivido dia a dia, sem as cobranças e culpas do cabresto do discurso religioso. De fato, as letras de Lambesis são do tipo "cabeça" e induzem à reflexão sobre a origem das "dores" da alma humana e dos desvios da sociedade e muitas delas realmente dariam um "nó" mental no religioso de plantão. Isso, juntamente com a comprovada competencia da banda para golpear os ouvidos dos fanáticos por som extremo, fazem da banda um dos maiores conceitos do cenário.


Essa entrevista rolou no jornal eletrônico L.A. Weekly e  foi reproduzido no site oficial da banda. Repercuto a matéria na íntegra aqui, pois é sempre bom falar de gente que está remando contra maré do mundo e ressoando integridade e bom-senso sem soar piegas ou com aquele discurso datado cheirando vela. Aí vai então, para os aficcionados, como eu, no monstruoso As I Lay Dyng:
LA Weekly: Conte-nos sobre o seu lugar preferido em LA para togar, e como era a cena metal  proveniente de San Diego . Quais foram algumas das bandas underground que te inspiraram?
Tim Lambesis: Nós temos togado por  todo o sul da Califórnia, com shows e turnês, abrindo para bandas. Nós geralmente têmos tido muita diversão na Wiltern, esse lugar é incrível, cada show tem tido uma grande multidão. Um dos nossos primeiros grandes shows em Hollywood foi no Avalon, em 2005, e foi incrível. Surpreendeu-nos saber que o show já estava sold-out (esgotado), e que foi um dos melhores shows que já tocamos. Foi um grande marco para nós.
Quanto à cena de San Diego, honestamente, não foi uma cena metal tão grande, era mais conhecida por punk e hardcore. Logo quando começamos, éramos uma banda impar , nunca nos encaixamos em apenas uma categoria, mas este é o lugar onde ficamos marcados com todo o "metal core" da cena. Mas para citar uma influente banda de San Diego, eu teria que dizer No Innocent Victim . Eles influenciaram-nos como uma banda, do jeito que eles fizeram o negócio e levantaram-se por aquilo em que acreditavam.
L.A. Weekly - Conte-nos sobre o mais recente álbum da banda, The Powerless Rise, que foi lançado em Maio pela Metalblade. Dê-nos alguns dados sobre o que este álbum tem a mostrar e aquilo que os fãs podem esperar do seu set list?


Tim Lambesis: Bem, cada música tem sua própria maneira, mas a imagem maior é de uma maneira melhor de vida em geral. Isto pode significar um estilo de vida oposto ao que a sociedade vê como importantes ou poderosos, como o materialismo, e lucro.A mensagem é viver uma vida mais simples em uma comunidade que permite que todos tenham uma vida muito mais livre da corrupção, da ganância. Quanto ao nosso set list, tentamos equilibrar as coisas, e anda que estejamos realmente orgulhosos de nossas novas músicas, continuamos a escolher a maioria das velhas músicas, que jogamos entre um punhado de novas ...
L.A. Weekly -Vocês não consideram AILD uma banda cristã, mas todos vocês são cristãos professos. Como a vida na estrada afeta a sua religião? Tocando em uma banda de metal, você já encontrou alguma hostilidade com bandas que não compartilham suas crenças, e em alguns casos, são anti-cristãos?
Tim Lambesis: Bem, nós não necessariamente vamos à igreja enquanto estamos em turnê, veja bem, tem certas em que eu sou tradicional, quando se trata de minha religião, outras coisas não muito. Para nós, a Igreja não é só um edifício, mas mais sobre como se manter em contato com sua fé, família e amigos, e desenvolver essa relação espiritual com Deus. Felizmente estar na estrada não me afasta do meu habitat natural, é apenas uma parte da vida ao  fazer o meu trabalho com a banda, e até agora tem sido fácil.  E, yeah, para outras bandas, a maioria não se importa que somos cristãos ou fazem qualquer questão sobre issso. O que acontece é que às vezes, outras bandas, podem não ter uma chance de nos conhecer e podem nos julgar, mas em geral nunca tivemos quaisquer problemas com  nossa religião e qualquer banda death ou de black metal.


L.A.Weekly - Conte-nos sobre esta nova turnê na América do Norte, chamada "The Cool Tour". Apresentando Between Buried and Me, The Strain Acacia, Underoath e muitos mais. Você está animado sobreas bandas nesta turnê, e o que é esse nome de ´Cool Tour?


Tim Lambesis: Até agora está indo muito bem, tivemos uma explosão em todos os shows. Este line-up é tão diverso que mantém as pessoas interessadas e ainda sob a égide da música pesada. Para nós, que realmente gostamos de assistir Between Buried and Me, ver a musicalidade que esses caras têm é incrível!
E, yeah, com o nome, haha, eu sei que fizemos as nossas piadas sobre isso, os promotores escolheram e nós fechamos com eles. Mas no final, cada show é num local fechado com ar condicionado, de modo que, tecnicamente falando, com o calor do verão é realmente um cool ´tour´ (cool = legal, refrescante,calmo, refrigerado)!
L.A. Weekly:Você estão por aí em torno de 10 anos e não mostram nenhum sinal de abrandamento. Onde você vê AILD daqui a dez anos?
Tim Lambesis: DA maneira que eu vejo, eu realmente não acho que há muita necessidade de alterar o ciclo da forma como fazemos as coisas. Compor novos álbuns e tours em seguida, voltar-se e repetir tudo novamente, se necessário. É definitivamente o suficiente para nos manter mais uma década forte!
L.A.Weekly - Obrigado pelo tempo dispensado para esta entrevista, os comentários finais para os fãs?
Tim Lambesis: Não tem problema, foi um prazer. Mantenha contato com a gente no Twitter, Facebook e no resto, e também, não seriamos nada sem os nossos fãs e amigos, aqueles que nos apoiaram desde o primeiro dia. Certifique-se de nos pegar em turnê em uma cidade perto de você!


FOnte: Trichera Espiritual

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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Entrevista com a grande banda -> As i lay dying



Nome do entrevistado:
Tim Lambesis 
Nome da Banda:
As I Lay Dyng 
Data da entrevista:
08/10/2010 




Entrevista:
As I Lay Dyng é definitivamente A BANDA do momento na cena metal mundial, embora ainda seja praticamente ignorado pela mídia especializada no Brasil (perseguição quanto à ideologia da banda?). Aquilo que começou como uma despretenciosa banda cristã de garagem tornou-se um verdadeiro"monster of rock"  com shows concorridos onde se vê perambulando pelo backstage gente como Zack Wilde e Rob Halford, assim como tantas outra bandas que sairam da obscuridade para o brilho do reconhecimento público. O que chama a atenção para a banda é justamente o fato deles alardearem abertamente sua ideologia de vida, ou seja, o cristianismo. Quando digo ideologia de vida, tenho certeza que os puristas irão me malhar, mas o fato é que o AILD não soa e nem quer soar como banda religiosa, ou "gospel". A mensagem embutida em suas letras, em sua maioria do vocalista Tim Lambesis, não faz apologia de religião, mas incita as pessoas a pensarem no cerne da mensagem do Evangelho como resposta para as dores existenciais. Isso passa longe da resposta religiosa, mas algo prático que pode ser vivido dia a dia, sem as cobranças e culpas do cabresto do discurso religioso. De fato, as letras de Lambesis são do tipo "cabeça" e induzem à reflexão sobre a origem das "dores" da alma humana e dos desvios da sociedade e muitas delas realmente dariam um "nó" mental no religioso de plantão. Isso, juntamente com a comprovada competencia da banda para golpear os ouvidos dos fanáticos por som extremo, fazem da banda um dos maiores conceitos do cenário.


Essa entrevista rolou no jornal eletrônico L.A. Weekly e  foi reproduzido no site oficial da banda. Repercuto a matéria na íntegra aqui, pois é sempre bom falar de gente que está remando contra maré do mundo e ressoando integridade e bom-senso sem soar piegas ou com aquele discurso datado cheirando vela. Aí vai então, para os aficcionados, como eu, no monstruoso As I Lay Dyng:
LA Weekly: Conte-nos sobre o seu lugar preferido em LA para togar, e como era a cena metal  proveniente de San Diego . Quais foram algumas das bandas underground que te inspiraram?
Tim Lambesis: Nós temos togado por  todo o sul da Califórnia, com shows e turnês, abrindo para bandas. Nós geralmente têmos tido muita diversão na Wiltern, esse lugar é incrível, cada show tem tido uma grande multidão. Um dos nossos primeiros grandes shows em Hollywood foi no Avalon, em 2005, e foi incrível. Surpreendeu-nos saber que o show já estava sold-out (esgotado), e que foi um dos melhores shows que já tocamos. Foi um grande marco para nós.
Quanto à cena de San Diego, honestamente, não foi uma cena metal tão grande, era mais conhecida por punk e hardcore. Logo quando começamos, éramos uma banda impar , nunca nos encaixamos em apenas uma categoria, mas este é o lugar onde ficamos marcados com todo o "metal core" da cena. Mas para citar uma influente banda de San Diego, eu teria que dizer No Innocent Victim . Eles influenciaram-nos como uma banda, do jeito que eles fizeram o negócio e levantaram-se por aquilo em que acreditavam.
L.A. Weekly - Conte-nos sobre o mais recente álbum da banda, The Powerless Rise, que foi lançado em Maio pela Metalblade. Dê-nos alguns dados sobre o que este álbum tem a mostrar e aquilo que os fãs podem esperar do seu set list?


Tim Lambesis: Bem, cada música tem sua própria maneira, mas a imagem maior é de uma maneira melhor de vida em geral. Isto pode significar um estilo de vida oposto ao que a sociedade vê como importantes ou poderosos, como o materialismo, e lucro.A mensagem é viver uma vida mais simples em uma comunidade que permite que todos tenham uma vida muito mais livre da corrupção, da ganância. Quanto ao nosso set list, tentamos equilibrar as coisas, e anda que estejamos realmente orgulhosos de nossas novas músicas, continuamos a escolher a maioria das velhas músicas, que jogamos entre um punhado de novas ...
L.A. Weekly -Vocês não consideram AILD uma banda cristã, mas todos vocês são cristãos professos. Como a vida na estrada afeta a sua religião? Tocando em uma banda de metal, você já encontrou alguma hostilidade com bandas que não compartilham suas crenças, e em alguns casos, são anti-cristãos?
Tim Lambesis: Bem, nós não necessariamente vamos à igreja enquanto estamos em turnê, veja bem, tem certas em que eu sou tradicional, quando se trata de minha religião, outras coisas não muito. Para nós, a Igreja não é só um edifício, mas mais sobre como se manter em contato com sua fé, família e amigos, e desenvolver essa relação espiritual com Deus. Felizmente estar na estrada não me afasta do meu habitat natural, é apenas uma parte da vida ao  fazer o meu trabalho com a banda, e até agora tem sido fácil.  E, yeah, para outras bandas, a maioria não se importa que somos cristãos ou fazem qualquer questão sobre issso. O que acontece é que às vezes, outras bandas, podem não ter uma chance de nos conhecer e podem nos julgar, mas em geral nunca tivemos quaisquer problemas com  nossa religião e qualquer banda death ou de black metal.


L.A.Weekly - Conte-nos sobre esta nova turnê na América do Norte, chamada "The Cool Tour". Apresentando Between Buried and Me, The Strain Acacia, Underoath e muitos mais. Você está animado sobreas bandas nesta turnê, e o que é esse nome de ´Cool Tour?


Tim Lambesis: Até agora está indo muito bem, tivemos uma explosão em todos os shows. Este line-up é tão diverso que mantém as pessoas interessadas e ainda sob a égide da música pesada. Para nós, que realmente gostamos de assistir Between Buried and Me, ver a musicalidade que esses caras têm é incrível!
E, yeah, com o nome, haha, eu sei que fizemos as nossas piadas sobre isso, os promotores escolheram e nós fechamos com eles. Mas no final, cada show é num local fechado com ar condicionado, de modo que, tecnicamente falando, com o calor do verão é realmente um cool ´tour´ (cool = legal, refrescante,calmo, refrigerado)!
L.A. Weekly:Você estão por aí em torno de 10 anos e não mostram nenhum sinal de abrandamento. Onde você vê AILD daqui a dez anos?
Tim Lambesis: DA maneira que eu vejo, eu realmente não acho que há muita necessidade de alterar o ciclo da forma como fazemos as coisas. Compor novos álbuns e tours em seguida, voltar-se e repetir tudo novamente, se necessário. É definitivamente o suficiente para nos manter mais uma década forte!
L.A.Weekly - Obrigado pelo tempo dispensado para esta entrevista, os comentários finais para os fãs?
Tim Lambesis: Não tem problema, foi um prazer. Mantenha contato com a gente no Twitter, Facebook e no resto, e também, não seriamos nada sem os nossos fãs e amigos, aqueles que nos apoiaram desde o primeiro dia. Certifique-se de nos pegar em turnê em uma cidade perto de você!


FOnte: Trichera Espiritual

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